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domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal na Provincia

Natal… Na província neva

Merry Christmas de Viggo Johansen

Natal… Na província neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.



Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade!

Meu pensamento é profundo,

Estou só e sonho saudade.



E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Vista de trás da vidraça

Do lar que nunca terei !

(Fernando Pessoa)

sábado, 27 de agosto de 2011

Ben Carson e a Educação dos Filhos

O trabalho mais importante é a educação dos filhos
A maneira mais simples de dizer isso: eu acredito na minha mãe
Dr. Benjamin Carson
Minha crença começou quando eu era apenas um garoto.  Eu sonhava tornar-me um médico.  Minha mãe era empregada doméstica.  No seu trabalho ela observou que pessoas bem-sucedidas gastavam mais tempo lendo do que vendo televisão.  Ela avisou a meu irmão e a mim que, durante a semana, só poderíamos assistir 2 a 3 programas de TV pre-selecionados.

Com nosso tempo livre, tínhamos que ler 2 livros, cada um de nós, emprestados na Biblioteca Pública de Detroit.  Depois deveríamos entregar, por escrito, relatórios sobre esses livros.  Ela marcava os textos, sublinhando e destacando. Anos depois, percebemos que essas marcações eram um recurso que usava para nos estimular na leitura.  Minha mãe era analfabeta; ela só pôde estudar até a terceira série.

Embora não tivéssemos dinheiro, entre as capas daqueles livros, eu podia ir a qualquer lugar, fazer qualquer coisa e ser qualquer um.  Quando entrei para o ensino médio, eu era um aluno nota dez, mas não por muito tempo.  Eu queria roupas da moda.  Eu queria sair com os caras.  Deixei de ser um estudante excelente e me tornei medíocre, mas eu não me importava.  Eu estava enturmado, eu era legal.

Uma noite minha mãe chegou em casa de seus múltiplos trabalhos e eu reclamei que não tinha suficientes camisetas italianas.  Ela disse: "Tudo bem, eu te dou todo o dinheiro que ganhar esta semana esfregando o chão e lavando banheiros.  Você compra comida e paga as contas.  Com o dinheiro que sobrar, você pode comprar quantas camisas italianas quiser."

Fiquei muito satisfeito com esse acordo, mas, depois que eu dividi o dinheiro, não sobrou nada.  Percebi que minha mãe era um gênio financeiro por ser capaz de manter um teto sobre nossa cabeça, botar alguma comida na mesa e, além disso, conseguir comprar roupas.

Também percebi que gratificação imediata não ia me levar a lugar algum.  Sucesso requer preparação intelectual.  Voltei aos meus estudos e me tornei um aluno nota dez de novo e, eventualmente, realizei meu desejo e me tornei médico.

Através dos anos, a firmeza da fé que minha mãe tinha em Deus me inspirou, particularmente quando eu tinha que realizar cirurgias extremamente difíceis ou quando eu mesmo temi pela minha saúde.

Alguns anos atrás descobri que estava com uma forma agressiva de câncer da próstata,  Disseram-me que podia ter se espalhado pela coluna.  Minha mãe ficou firme em sua fé em Deus.  Nunca se atormentou.  Ela disse que Deus ainda tinha planos para mim, não havia possibilidade de que isso fosse um problema mais grave.  A anormalidade na minha espinha dorsal revelou-se benigna.  Fui operado e estou curado.

Minha história, na verdade, é a história de minha mãe - uma mulher com pouca educação formal ou bens materiais - que usou sua posição materna para mudar a vida de muitas pessoas em todo o mundo.  Não há trabalho mais importante do que a educação dos filhos.  Nisto eu acredito.

O dr. Benjamin Carson é diretor de neurocirurgia pediátrica no Centro de Crianças do Hospital John Hopkins.  Sua especialidade inclui separar gêmeos siameses e fazer cirurgia no cérebro para controlar acessos.  A fundação de bolsas criada por Carson ajudou 1.700 alunos durante o curso na universidade.  Sua mãe está aposentada e vive com Carson e sua família.

(tradução de uma entrevista do dr. Benjamin para a radio NPR, em 10 de Outubro de 2005)

Em algumas locadoras ainda pode ser encontrado o filme sobre sua vida  "Mãos Talentosas - a História de Ben Carson".  Também pode ser baixado da internet ou comprado na Amazon.  Ainda há 10 exemplares em estoque, hoje, por US$ 12,99.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Parabéns para Nós!


Em 1973, o dia 26 de maio caiu num sábado. Às 11 horas entrei pelo braço de meu pai na Capela de Santa Terezinha, no Palácio Guanabara. Meu noivo me aguardava no altar e os amigos e a família enchiam a pequena igreja. Eu estava alegre e pouco nervosa. Preferíamos que a homilía do padre não tivesse como tema o divórcio. Hoje em dia rio disso, mas, na época, Paulo ficou bem zangado. Houve um almoço apenas para os padrinhos e viajamos em lua-de-mel para Foz do Iguaçu. Levamos bastante roupa quente, já que nos avisaram sobre o frio que fazia, mesmo em maio. Pois os dias que lá passamos foram todos quentes e ensolarados.



Depois vieram os filhos e os primeiros batizados na Capela da Casa de Saúde São José. Paulo se aborreceu com o padre, que exigia que ele renunciasse a Satanás. Como resultado, ele não compareceu ao Batismo dos três filhos mais moços.



Voltei à Igreja quando ele quase morreu de uma meningoencefalite bacteriana na Áustria. Na cidade de Innsbruck coberta de neve, acompanhada por meu irmão Carlos, me ajoelhei diante da primeira imagem de Nossa Senhora que encontrei, e pedi sua intercessão pela vida do Paulo. Assisti missas em alemão e, quanto mais os médicos me desanimavam, mais eu pedia. Totalmente restabelecido, Paulo não teve uma sequela sequer. Diante da experiência e do bem estar que senti, voltando ao confortável hábito da oração, preferi continuar meu diálogo com Deus.

Estou esperando Paulo terminar as últimas consultas do dia. Começo a ficar sonolenta e me distraio escrevendo a postagem. Minha mãe e 4 dos nossos 5 filhos estarão à mesa conosco, para celebrar esses 36 anos de uma convivência de amor crescente. Hoje ele suportou , sem reclamar, a sessão inteira de "Star Trek - Jornada nas Estrelas". Percebendo que eu estava gostando, agarrada no seu braço nos momentos de maior suspense, aguentou firme. É um maridão! Espero que o Taco, a carne temperada com chili e os acompanhamentos estejam a seu gosto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

o Melhor do Mundo são as Crianças


Ai que prazer
Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!

Ler é maçada,

Estudar é nada.

O sol doira

Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto é melhor, quando há bruma,

Esperar por D. Sebastião,

Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca.


O mais que isto

É Jesus Cristo,

Que não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca...


Na sua corte gentil, meu marido recitava-me, por telefone, poesias de Fernando Pessoa. E com palavras emprestadas foi me conquistando. Embora adore os livros, também aprecio apenas estar, como as crianças, no momento presente, deixando a imaginação e o pensamento vagarem livres por aí.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta Feira de Cinzas é o 1º Dia da Quaresma - Vamos Sorrir!


"Rasgai vosso coração, e não vossas vestes" (Joel 2,13)

O 1º dia da Quaresma é de jejum e abstinência, que desobriga os menores de 14 e os maiores de 60 anos. Mas o sorriso e a gentileza, para com as pessoas da nossa casa e os que nos servem , também são forma eficaz de penitência, sobretudo quando estamos de mau-humor . Indicado para menores, maiores, saudáveis e doentes.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Presente no Natal

"Natal é manifestação da grandeza de Deus na pequenez do homem, Natal é a encarnação do AMOR no coração dos homens. (...) Para que as pessoas tenham um Feliz Natal, os cartões e presentes não são tão importantes. E podem até nada significar. Para que as pessoas tenham um Feliz Natal, o dinheiro não deve ser prioridade; muito menos significado primeiro das comemorações.

Para se ter um Feliz Natal, o importante é:
Estar em PAZ com Deus.
Estar em PAZ com o irmão.
Estar em PAZ consigo mesmo.

O que se celebra no Natal é o nascimento do Deus-Criança, autor e senhor da Paz. Ele não nasce em berço de ouro. Nem mesmo pôde gozar do calor de uma simples hospedaria. Naquela noite fria de Belém, o Filho de Deus, o Deus-Criança, nasceu numa estrebaria, aquecida não pelo acolhimento dos hoteleiros, mas pelo carinho de alguns animais e pelo afeto de Maria e José, que, apesar dos trabalhos pelos quais passaram para acolher bem o recém-nascido, estavam em Paz.

Natal é a Festa da Paz. Os problemas e sofrimentos podem até tirar um pouco do brilho e alegria, enquanto sentimento humano. Jamais, porém, o silêncio interior, perfume da Paz, enquanto fruto do Deus que se faz CRIANÇA e habita entre nós."
(Padre Vitus Gustama, SVD - A Voz do Redentor nº 54 - Boletim Informativo da Paróquia do Cristo Redentor)

Para passar o melhor Natal de sua vida, que tal ir até uma Igreja, lavar a alma numa confissão caprichada, encher seu coração de Paz e receber o Menino-Deus alegremente, no dia do Natal?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

12 Congresso Nacional da Pastoral Familiar



Sob a coordenação de Dom Antonio Augusto Dias Duarte, a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu mais de 1000 pessoas para o 12º Congresso Nacional da Pastoral Familiar. Vindas de todo o Brasil, encontraram-se, no teatro da UERJ. Bispos, padres, casais e religiosos trocaram experiências, ouviram testemunhos emocionantes e palestras informativas sobre o tema do Congresso: "A família é o berço da vida e de toda vocação". A organização cuidadosa, o ambiente alegre e a acolhida simpática dos funcionários da universidade contribuíram para o sucesso do encontro.

Dom Antonio Augusto

terça-feira, 8 de julho de 2008

Valdir Gabriel formou-se fora do útero!


Nasce em São Paulo bebê que foi gestado fora do útero!
Entre tantas notícias tristes, envolvendo pais que perdem os filhos, aconteceu ontem no Brasil o oposto. No Hospital das Clínicas, em São Paulo, Maria Benedita viu recompensada sua coragem e fé. Resplandescente de felicidade, com o filho no colo, comoveu a quem assistiu o Jornal Nacional. Abaixo a notícia do Globo (G1 - Ciência e Saúde).

"Um caso raro acaba de ter um final feliz no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Um bebê gerado fora do útero materno nasceu saudável, após oito meses de gravidez.

Era o segundo filho de Maria Benedita, que descobriu após cinco meses de gestação que o feto estava alojado não no útero, onde deveria estar, mas numa região mais acima, próxima do estômago.

Casos de gravidez fora do útero são bem conhecidos da literatura médica, embora aconteçam raras vezes -- uma em cada 40 mil gestações. Esse tipo de gravidez costuma ser interrompido pelos médicos para resguardar a vida da mãe, uma vez que a continuidade da gestação leva à morte em 40% dos casos e o bebê sobrevive em apenas 5% dos casos. No caso de Maria Benedita, a situação era ainda mais arriscada, pelo fato de ter engravidado após os 40 anos. Mas ela resolveu arriscar e foi recompensada.

Depois de duas horas de cirurgia, seu filho, Valdir Gabriel, nasceu com dois quilos e 42 centímetros -- o que é considerado muito saudável, pelas circunstâncias. "Eu venci, graças a Deus, não desisti nem um segundo", disse a feliz mamãe.

O embrião se desenvolveu no espaço entre o estômago e o útero e teve ajuda decisiva de uma camada de gordura chamada epiplon, que serve como mecanismo de defesa para o organismo. O epiplon envolveu a placenta e fez as vezes de útero.

Segundo os médicos, o quadro anormal provavelmente se desenvolveu porque a fecundação do óvulo teria se dado muito próxima à entrada do espermatozóide na trompa, de forma que não houve tempo hábil para conduzir o óvulo fecundado para dentro do útero."

A concepção do Valdir Gabriel ocorreu nas trombas de Falópio e o óvulo fecundado nunca se implantou no útero. Para os pró-vida brasileiros o assombroso nascimento do Valdir Gabriel testemunha que a vida começa na concepção e que os fármacos que impedem a implantação de um óvulo fecundado –como a pílula do dia seguinte- são realmente abortivos porque eliminam a um concebido.

Comentário do médico Waldemir Rezende: - Ele foi um verdadeiro herói. Ele conseguiu encontrar um espaço para garantir o seu crescimento e desenvolvimento e ganhar vida. Na verdade, a gente não sabia o que poderia encontrar e, ao abrir a cavidade abdominal, a surpresa foi essa (aponta para o bebê). Esse sorriso aqui não tem preço.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A Maternidade Embeleza



A Maternidade Embeleza

Ouvi de um amigo essa frase, alguns anos atrás, quando me viu grávida pela 4ª vez. Devia saber do que falava, pois era pai dedicado de 9 filhos, todos da mesma mulher. Ele já não se encontra entre nós, mas sua esposa segue sendo a ativa matriarca de numerosa e alegre família. O belo escrito abaixo recebi de uma outra boa amiga e traduzi para nós.

“Quando nos encontramos próximos à celebração do Dia das Mães, com freqüência me vem à cabeça umas palavras que São Josemaria Escrivá, Fundador do Opus Dei, costumava repetir quando alguma mãe de família numerosa se dirigia a ele nos encontros que manteve na Espanha e América Latina até o final de sua vida. Antes de responder-lhe, recordava com graça a todos os presentes o dito “a maternidade embeleza”. Essa realidade que comporta a maternidade contrasta hoje com a abundância de tantos centros de estética. A proliferação de estabelecimentos é sinal de que existe uma crescente valorização da imagem.

A mãe tem algo de especial. Algo que lhe confere uma beleza peculiar e única. Não se trata apenas de uma questão hormonal ou física. Trata-se de algo mais profundo. A relação que se estabelece entre a mãe e seus filhos a transforma, e essa mudança, que é interior e transcende para fora, a embeleza.

Não é difícil ver que as mães têm um papel insubstituível na vida de seus filhos. Escrevia o dr. Nagai, médico japonês que trabalhou muito tempo em um orfanato, que “nossa infância é feliz porque podemos chorar. Sabemos que, se choramos, nossa mãe virá e nos consolará. Uma pessoa adulta não pode chorar aos gritos, só uma criança que tem mãe pode faze-lo”. Havia observado que, se um órfão chora, os outros riem dele. Então, ele aprende, à força, a astúcia de conter as lágrimas. Provavelmente não há pior mal para uma pessoa do que sentir-se só e pouco compreendido.

Além de consolar os filhos, a mãe também lhes oferece algo impagável: um sorriso sincero. Trabalhar ou conviver com uma pessoa que sorri habitualmente tem influência sobre nós, que se aprecia quando essa pessoa se ausenta. Assim, quem quer que tenha visto uma mãe brincar e divertir-se com seus filhos, terá um desejo compreensível de parecer-se com ela. Os olhos da mãe revelam que algo se acendeu por dentro. Esse sorriso é tão mais precioso quanto mais dependente é o filho. É o caso de um bebê ou de um filho que sofre uma deficiência.

O que acontece com uma mulher quando corresponde ao dom da maternidade? Acontece o que de mais importante pode ocorrer com uma pessoa: aprende a querer com toda sua interioridade. Uma mãe vive para seu filho. Quase seria preciso dizer que se “desvive” por ele. Haverá dias luminosos e outros dias nublados, inclusive com tormentas. Poderá haver facilidade econômica ou momentos de cortes orçamentários na casa. Mas toda mãe sabe que é capaz de sorrir e de consolar seu filho, ainda que as circunstâncias não acompanhem ou se encontre acabada por dentro. Eleva-se acima de suas capacidades a fim de ajudar aos filhos. A partir daí, o bem dos filhos é fonte de alegria para a mãe.

Hoje, mais do que nunca, esta relação pode parecer-nos difícil ou utópica. Os valores atuais apontam em outra direção. Estamos acostumados a medir a eficácia de nossas ações em função de nosso interesse ou em termos econômicos. Talvez por isso a maternidade pareça a muitos uma carga incompreensível. De certo modo têm razão, porque a maternidade é um mistério. A uma mãe confiou-se algo único: cada filho é irrepetível e portador de uma esperança. O vínculo que se forma lança aos pais, e sobretudo a mãe, numa aventura diária com seu filho. E num mundo como o nosso, que busca segurança e teme comprometer-se, a mãe generosa goza de um atrativo pois assumiu o risco de uma autêntica façanha: a entrega abnegada pelo bem do outro.

A relação de uma mãe com seus filhos chega muito fundo. Romano Guardini refletiu sobre este mistério: “Como ama a mãe a seu filho? Como nasce esse amor? A mãe ama já, por sua disponibilidade para concebê-lo; aquele que não existe, mas se formará um dia com seu próprio sangue. Mais tarde, sente agitar-se dentro de si algo vivente, e seu amor cresce, à medida em que se desenvolve esse corpo distinto do seu. E a mãe tem consciência desse amor e crê no sentido e cumprimento da existência desse filho. Quando nasce, e o mira em seus braços, seus olhos se tornam capazes de uma clarividência profunda, pois seu coração fez já um grande aprendizado na escola da paciência e do amor”.

A maternidade embeleza porque enriquece o coração. O que torna grande uma pessoa não é seu salário ou o poder que acumulou, mas sua capacidade de amar. O amor de uma mãe por seu filho pouco terá de romântico e muito de sacrificado e desinteressado. O amor autêntico leva a entregar-se e desviver-se pelo bem do outro. Toda mãe o sabe. E todos – já que todos somos filhos – as admiramos.”

Esse texto me lembrou minha bisavó materna. Yayá teve 11 filhos e perdeu um, ainda pequenino. Sua dor foi tão grande como se fôra único, e ela pediu a Deus que não lhe levasse outro, enquanto vivesse. Seus filhos lutaram em revoluções, foram feridos, emboscados, tiveram acidentes de carro, um deles sofreu um enfarte; mais tarde foi assaltado e levou um tiro no coração. A bala alojou-se no local do enfarte e ele sobreviveu, como os irmãos. A piedosa mãe faleceu aos 94, cercada pelo carinho de todos os seus filhos e filhas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Daniel Gilbert estuda a felicidade




Em Harvard, Daniel Gilbert dirige um laboratório que estuda a natureza da felicidade humana. Seu livro "Stumbling on Happiness" (algo como 'Tropeçando na Felicidade', que no Brasil se intitulou "O que nos faz felizes") ficou 23 semanas entre os mais vendidos.

Segundo Gilbert, o melhor prognóstico para a felicidade são as relações humanas e quanto tempo uma pessoa passa com a família e os amigos. Isso é mais importante do que dinheiro e até saúde. É o que mostram os dados.

Outro fator importante é que as pessoas têm mais prazer com experiências do que com coisas. É mais efetivo gastar numa viagem ou boa refeição do que comprar bens ou objetos. As experiências tendem a ser partilhadas com pessoas, e objetos não. Como disse Humphrey Bogart para Ingrid Bergman, em Casablanca: "Nós sempre teremos Paris".

Não é o caso de se fazer pouco do dinheiro, mas, garantida a sobrevivência, gastá-lo sabiamente para que se transforme em bens verdadeiros e duráveis.

Lembrando que propiciar a felicidade aos outros é o melhor caminho para garantir a própria.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Cordialidade em Família

Cordialidade em Família

"Um campo importante em que devemos semear alegria a mãos cheias é a família. A tônica dominante no lar deve ser a do sorriso habitual, mesmo que estejamos cansados ou haja assuntos que nos preocupem.
Este estilo otimista, cordial e afável de nos comportarmos é também "a pedra caída no lago", que provoca uma onda mais ampla, e esta outra, e mais outra, criando um clima grato em que é possível conviver e em que se desenvolve com naturalidade um apostolado fecundo com os filhos, com os pais, com os irmãos...
Pelo contrário, um gesto severo, intolerante, pessimista, reiterativo..., afasta os outros tanto da pessoa que assim se descontrola como de Deus; cria novas tensões e leva facilmente a faltas contra a caridade. São Tomás diz que ninguém pode suportar por um dia sequer uma pessoa triste e desagradável e que, portanto, todos os homens estão obrigados, por um certo dever de honestidade, a conviver amavelmente com os outros. Vencer os estados de ânimo, as preocupações pessoais, o cansaço, sempre deve ser encarado como um dever, cujo cumprimento é muito grato a Deus."

Retirado do livro " Falar com Deus – Meditações para cada dia do ano", de Francisco Fernández-Carvajal, Tempo Comum 1), Semanas I – XII, Editora Quadrante.
Compre a coleção " Falar com Deus" diretamente com a editora que o publicou: Editora Quadrante

Postagem de 19 de janeiro de 2008 do Blog 'Vida em Sociedade'

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Família grande



Amanhã vamos receber toda família para um almoço, seguido de brincadeiras. Já fizemos filmes, sarau de contos, concurso de fantasia, coral de Natal, jogos variados, textos de homenagens aos pais. A novidade de agora é o Quizz Família, inventado pela Lulu. Cada um elabora uma pergunta de múltipla escolha sobre suas preferências. Quem acertar mais, mostrando conhecer seus parentes, ganha um prêmio. Seremos mais de 20 à mesa, se Deus quiser e vierem todos os que moram no Rio. Costumava achar que éramos muitos. Mas olhe só a família Duggar: só o pai, a mãe e ... os 17 filhos. Parecem felizes. Como devem se divertir!



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