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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Um Judeu no Natal

Quando o Natal se torna festa nacional no Iraque, lembrei do artigo de Arnaldo Bloch escrito para o Globo há alguns anos. O Parlamento iraquiano acaba de decidir por unanimidade que o Natal será uma festividade para todo o país a partir deste ano. A decisão adquire um significado ainda mais profundo tendo em vista a Viagem Apostólica do Papa Francisco ao país islâmico, programada para março de 2021. Me emociona que a beleza do Natal seja percebida pelas outras Religiões, afinal todos buscamos o mesmo Deus!

Uma única vez entrei numa sinagoga; foi para participar do Bar-Mitzvá de um paciente do meu marido. Acostumada com as igrejas católicas, enfeitadas com vitrais, estátuas e imagens de santos, estranhei as paredes brancas e a ausência de símbolos à mostra. Em dado momento, abriu-se um armário de onde foi tirado um enorme rolo de papel. Era a Torá, o livro sagrado dos judeus! Isto chamou minha atenção, me encheu de respeito. Mas o que me comoveu profundamente foi a beleza das palavras das orações judaicas. Pude lê-las num dos livrinhos deixados para os convidados. As preces estavam traduzidas para o português nas páginas do lado esquerdo, e no lado direito expostas no original. Quanta poesia na maneira de se dirigir a Deus! As lágrimas escorriam enquanto eu acompanhava, reverentemente, a cerimônia e as orações aprendidas há 2000 anos pelo meu querido Jesus!

Torá

Um judeu no Natal 
de Arnaldo Bloch

"Mexiam com meus sentidos a luz, as árvores, os enfeites e a linda e melancólica ‘estrela brasileira no céu azul’, da marcha-rancho da Varig
Num recente e bonito texto em sua coluna na “Folha de S.Paulo”, sob o título “Neste natal, seja judeu”, o publicitário Nizan Guanaes saudou o elo espiritual que une o povo de Abraão por meio de sua cultura, sua iniciativa e seus ritos, como exemplo para todos os povos. Em especial aqueles que, no dia de hoje, celebram o nascimento de Jesus. Nizan me fez pensar: o que é, por outro ângulo, ser de fato judeu durante a festa?

Todo ano me perguntam: “Vocês têm Natal?” Respondo com memórias. Que, desde menino, mexiam com meus sentidos a luz, as árvores, os enfeites e a linda e melancólica “estrela brasileira no céu azul”, da marcha-rancho da Varig. Aos 5 anos, fui ao Maracanã ver Papai Noel pousar de helicóptero. Eu tinha 100% de certeza que se tratava, ali, no gramado, do bom velhinho, o original, onipresente e eterno.

Já aos 10, em Copacabana, na véspera da ceia, um menino com quem jogava futebol na praia puxou a gola de minha camisa.

— O que aconteceu com você? Nasceu e disseram que ia ser judeu?

— Judeu, católico, preto, branco, árabe, índio, é tudo gente — reagi.

— Como é que é? — ele desconfiou.

— E digo mais: na Bíblia, o pai de Jesus era o Deus do Velho Testamento — completei.

Ele fez um suspense, largou minha camisa e deu o veredito.

— Então tá combinado.

E voltamos a jogar bola como se nada tivesse havido de importante.

Não demorou para me dar conta de como são fortes, para além do ensejo de Nizan, as ligações da data com o judaísmo: afinal, o menino da manjedoura nasceu judeu. No oitavo dia, quando foi circuncidado, recebeu o nome Yeshua ben Yossef (Jesus, filho de José). É o que narram tanto Mateus quanto Lucas. No calendário está escrito: 1º de Janeiro, Dia da Circuncisão do Senhor.

Aos 13, Jesus celebrou seu Bar-Mitzvá, a se crer no episódio da conversa com os Doutores da Lei, os rabinos, em Jerusalém. Maria e José, diz o Evangelho, estavam, comovidos. Mais tarde, na caravana de Nazaré, deram por falta do filho. Jesus ficara no Templo, com os barbudos, imerso em debates sobre a mística, a ética e os mistérios da vida.

Como judeu, Jesus, revolucionário, morreu. A inscrição do acrônimo INRI na cruz (do latim, Iesus Nazarenus, Rex Iudaeorum) se traduz por “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. Pilatos, governante da Judeia, zombava da liderança daquele que se dizia rei do seu povo. Um povo dividido. Mas seu.

Por isso intrigava-me quando Carlos Heitor Cony, nas reuniões de família, dizia que a doutrina cristã era o judaísmo embalado num baita pacote de marketing. E quando meu tio Adolpho, com genuíno carinho, contava que os hebreus perderam Jesus Cristo por um problema de relações públicas.

Seja como for, devo confessar que minha ligação com o Natal, no correr dos anos, passou a encontrar maior ressonância no terreno culinário, não menos divino. Poucas combinações são tão perfeitas quanto peru, arroz, farofa, molho, salada de aipo com maionese e vinho tinto. Por isso, sempre que um bondoso cristão convida o judeu aqui para a ceia, não reluto. Do contrário, dou um jeito de me arrumar, num disque-tudo, ou na padaria da esquina. Feliz Natal."

O Globo, 26/12/18 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal!

Então é Natal...


São as luzes brilhantes, é o Presépio, a estrela e a Arvore. E mais os enfeites, o cheiro de especiarias dos bolos e biscoitos, as caixas coloridas de presente e, sobretudo, os sorrisos e os corações que se abrem para a alegria e a confraternização. O Natal é a festa mais linda do Universo! 

O menino-Deus veio à Terra no lugar dos mais improváveis, tendo por berço a manjedoura dos animais. A mais pobrezinha das crianças pode se identificar com Ele. No entanto, em nenhum palácio houve acolhida melhor para o querido Jesus, pois o que torna rico um lar é o Amor entre os ali viventes. Vamos nos colocar diante da imagem que nos lembra Jesus, Maria e José, pedindo a Deus que nos faça mais amorosos, mais humanos, para tornar a vida mais brilhante e agradável a todos.

Feliz Natal!



sábado, 15 de dezembro de 2018

Natal é Esperança

Entre tantas notícias e artigos que despertam desalento, fez-me bem ler o que escreveu a juíza Andréa Pachá sobre um menino que tem nome de Anjo. Gabriel, em aramaico, significa "homem forte de Deus". O menino brasileiro suportou muita coisa, foi criado longe da família e cedo teve contato com a burocracia que emperra a vida. Gabriel teve a sorte de encontrar pela frente uma juíza sensível que sabe ouvir. Eis sua história.

Por Giotto di Bondone, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=94608


Direito à Esperança (de Andréa Pachá)
Todos temos direito de renovar nossos desejos e sonhos

"Sentada na poça do próprio sangue, no chão do Hospital Pedro II, Paula tentava fazer Dalila chorar. Orientada para massagear as costas do bebê, por vozes dos que registravam a cena do parto, mãe e filha eram o retrato do descaso, do desamparo e da solidão. A forte imagem parecia encerrar a retrospectiva de um ano que começou com a execução brutal de Marielle, sepultou milhares de jovens, transitou pela intolerância e ódio e nos levou a um dos períodos eleitorais mais conturbados da história, com o atentado contra o então candidato, hoje presidente eleito.

Apesar das tragédias, no entanto, chegamos ao fim de mais uma volta em torno do Sol e, como seres dos ritos e dos símbolos, para não sucumbir ao pessimismo e à indignação que paralisam, temos direito de renovar nossos desejos e sonhos. Escolhi, então, uma história, cuja lembrança é um sopro de coragem e alegria, na afirmação da esperança e da justiça:

“Após atormentar o Cartório e ameaçar virar traficante caso não falasse com o juiz, o menino, sentado na minha frente, constrangido pelo ambiente, tentava explicar a urgência:

— Não tenho tempo pra voltar aqui não. Eu trabalho todo dia.

Embora ele tivesse duvidado da minha autoridade, pela falta da roupa preta e do martelo da mão, prosseguiu: — Ontem, fui buscar uma cesta básica e, quando voltei, a polícia me parou porque achou que eu era bandido. Deve ser porque sou preto. Mostrei minha carteira de trabalho e só tem meu nome, mais nada. Tô tentando há mais de ano resolver o resto e todo dia me mandam voltar depois. Agora inventaram que eu tenho que fazer um exame. Eu sei quem sou, sei quem é minha mãe e sei que dia eu nasci.

Gabriel era um de seis irmãos, abandonado pela mãe, de pai desconhecido e sem qualquer documentação. Três anos antes, uma equipe da prefeitura os encontrou e levou-os para um abrigo. Na época, imediatamente todos foram registrados, apenas com um nome na certidão. Alguns voltaram para casa de familiares, outros sumiram, perderam o fraterno contato e nunca mais souberam da mãe ou descobriram quem era o pai. Por mais paradoxal que seja, pode-se dizer que Gabriel teve sorte. Conseguiu emprego e tirou carteira de trabalho só com o nome próprio.

Há quase dois anos corria atrás do déficit de cidadania. Envolto na burocracia excessiva, seu caso foi tratado como mais um, dentre tantos. Ofícios, citações, tentativas de localizar parentes e, na falta de qualquer comprovação quanto à idade dele, aguardava-se um exame médico que indicasse o ano do nascimento.

Nada mais inoportuno do que um processo para traduzir a eloquência do olhar de Gabriel. Nada mais perverso do que o absurdo de submetê-lo a tais exigências. A rede legal de proteção é para ser usada a favor do cidadão, e não para transformar em suspeito um menino, que jamais protagonizou sua vida e nem possui instrumentos mínimos de inserção social.

A excessiva desconfiança para a comprovação dos dados reforçava o preconceito contra os suspeitos de sempre. Tantos cuidados e nenhum cuidado para atender quem mais precisa da justiça. Tanta cautela e nenhuma preocupação em não presumir a má-fé de um ser humano. O rapaz era apenas um, entre os mais de 600 mil brasileiros sem registro de nascimento, segundo apontou o IBGE em 2010.

—Então, Gabriel, você disse que é filho da Dona Maria e nasceu em Petrópolis, no dia 20 de dezembro de 1991? —Posso pedir uma coisa? Dá pra eu nascer dia 1º? É que dia 20 fica muito perto do Natal, e todo mundo esquece o meu aniversário.

Quase 20 anos sem registro, dois anos num emaranhado burocrático para provar que existe, a vergonha de ser confundido com um ladrão de cesta básica, a ameaça de virar traficante, 19 dias de antecipação de um nascimento?

— Claro que dá!

Com a certidão na mão, ele finalmente acreditou que eu era juíza.”

Que a coragem de Gabriel restabeleça nossa esperança e nos motive a transformar em realidade a dignidade, e todos os direitos humanos, especialmente o direito de existir e de ser sujeito de direitos.

Um ano mais doce e mais luminoso para todos nós!"

Globo de 15/12/2018 


domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal na Provincia

Natal… Na província neva

Merry Christmas de Viggo Johansen

Natal… Na província neva.

Nos lares aconchegados,

Um sentimento conserva

Os sentimentos passados.



Coração oposto ao mundo,

Como a família é verdade!

Meu pensamento é profundo,

Estou só e sonho saudade.



E como é branca de graça

A paisagem que não sei,

Vista de trás da vidraça

Do lar que nunca terei !

(Fernando Pessoa)

O Mistério do Natal

Feliz Natal!


Hoje a Virgem traz ao mundo o Eterno
E a terra oferece uma gruta ao Inacessível
Os anjos e os pastores o louvam
E os magos caminham com a estrela.
Pois Vós nascestes por nós, Menino, Deus eterno!

(Kontakion de Romano, o Melódio, 752, sobre a Natividade de Cristo - 0 Catecismo da Igreja Católica 525)

domingo, 15 de dezembro de 2013

2ª Camerata Laranjeiras


Felizes os moradores da rua Almirante Salgado que aceitaram o convite do proprietário da casa 246 para uma apresentação da 2ª Camerata Laranjeiras. A Camerata Laranjeiras é uma orquestra de cordas fundada por Karolin Broosch, uma violinista alemã, Kaja Pettersen, celista norueguesa e Tiago Cosmo, violinista carioca. O tempo voou enquanto ouvíamos a seleção de canções de Natal, uma música de Bach, a "Melodia Sentimental" de Villa Lobos, além de um rap e músicas norueguesas. 

Depois de tanta emoção, fomos sentar no jardim, tomando um vinho argentino, enquanto esperávamos que o churrasco ficasse pronto. A conversa animada entre os vizinhos trouxe uma agradável surpresa. A moça bonita de chapéu e blusa azul, que chegara na companhia dos mais novos moradores - e que eu tinha achado tão parecida com uma de minhas primas - é na verdade minha parente. Muitos motivos para sorrir. Quando saímos, o dono da casa tocava sucessos dos Beatles e a turma cantava. Alegrias do terceiro domingo de Advento. 

Para quem perdeu, amanhã a Camerata Laranjeiras vai fazer uma apresentação de Natal na Galeria do bairro, Rua das Laranjeiras, 462, às 16 horas.


A recém-nascida Camerata Laranjeiras precisa de apoio. Quem quiser ajudar pode enviar um e-mail para: cameratalaranjeiras@gmail.com ou ligar para (21) 99684 - 2710.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Preparar o Natal com uma boa Confissão

Padre Paulo M. Ramalho

Olá todos!
Vamos continuar a nossa preparação para o Natal. 

Conforme dissemos na semana passada, para que Cristo entre neste Natal no nosso coração precisamos abrir algumas portas. 

Na semana passada falamos sobre a porta da humildade. Gostaria de falar esta semana sobre outra porta importantíssima para que o Menino-Jesus possa nascer no nosso coração: a porta do perdão. 

Podemos dizer desde já que o perdão mantém a porta ventilada para o amor. Numa pessoa que perdoa, o amor transita livremente no seu coração. Seu coração é leve, é capaz de voar alto, respira ar puro. 

Por outro lado, a partir do momento em que uma pessoa decide não perdoar começa a respirar um ar pesado na sua alma, passa a desconfiar de todo mundo, fecha-se, passa a ser corroída pela mágoa e o seu amor ao próximo vai esfriando. 

E Jesus foi bem claro na sua pregação ao estabelecer a relação entre o amor ao próximo e o amor a Deus: um influencia diretamente no outro. “Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4, 20). E como o amor e o perdão vão juntos, esta frase de Jesus poderia ser dita perfeitamente desta forma: “Aquele que não perdoa seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê”. 

Ou seja: a pessoa que não perdoa corta o acesso que dá a Deus, não pode abrigar Deus no seu coração, não pode ter acesso ao Menino-Jesus no Natal. 

Façamos o propósito, portanto, de tirar qualquer mágoa que esteja no nosso coração. Isto não significa que vamos chamar de certo o que está errado, mas significa que vamos compreender quem nos ofendeu ou ofendeu alguém a quem amamos, apesar de ter agido errado conosco ou com o próximo. Não vamos compreender o erro, mas vamos compreender quem errou. 

Façamos o propósito também de pedir perdão a Deus de todos os nossos pecados que ainda estão no nosso coração. Por isso, uma das grandes recomendações do Natal é que façamos uma boa confissão. 

Sou testemunha da alegria que as pessoas sentem quando se confessam. Sentem-se leves, com paz, com uma profunda paz, e com a certeza de estarem em harmonia com Deus. Vale a pena! Eu estarei esperando quem quiser se confessar neste Natal de braços abertos! 

Agindo assim, já teremos percorrido um bom caminho que leva até a gruta de Belém. Os balbucios do Menino-Jesus já nos parecerão mais familiares e estaremos a um passo de abraçá-lo e festejar o seu nascimento. 

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.

Contatos

Email (para comentários e marcar aconselhamento) falar.paulo@gmail.com
Site http://www.fecomvirtudes.com.br (aqui você tem acesso a todas as mensagens divulgadas e também pode inscrever-se no Grupo e receber as mensagens semanalmente).
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Preparação do Natal

Padre Paulo M. Ramalho

O tempo do Advento marca o início da preparação para o Natal. A Igreja, preocupada com a nossa preparação para o Natal, oferece quatro semanas de preparação que são as quatro semanas do Advento.

A Igreja quer que, desde já, entremos no clima de preparação. Todos nós sabemos que o Natal é uma grande festa, e, como acontece com toda grande festa, se não houver muito cuidado, alguns preparativos, uma certa concentração, não se tirará proveito dela.

Por que o Natal é uma festa muito grande?

Porque não só comemoramos o nascimento de Cristo, que é Luz e Paz para este mundo, como também recebemos uma chuva de graças do céu para que Ele renasça no coração de cada um de nós. Ou seja, não é só uma comemoração, uma lembrança, mas é o momento em que Cristo “realmente” virá aos nossos corações, renascerá, desde que abramos as portas para Ele.

Por isso, experimentamos esse clima tão mágico do Natal: um clima de paz, de alegria, de fraternidade, de amor etc.

Por isso, convido todos vocês a entrar desde já nesse clima de preparação, porque disso dependerá a quantidade de graças que vamos receber no dia de Natal.

E essa preparação é um desafio:
- porque estas últimas semanas são as mais intensas do ano;
- porque a festa de Natal está muito comercializada;
- porque a festa de Natal está muito paganizada (outro dia uma mãe manifestava a preocupação com o Papai Noel, pois os seus filhos só falam nele e nem sequer falam do Menino Jesus; comentou, então, que vai conseguir uma imagem do Papai Noel ajoelhado e adorando o Menino-Jesus).

Para que nos preparemos para o Natal, dou os seguintes conselhos valiosos:

1. Fomentar, a partir de hoje, a expectativa do nascimento de Jesus rezando muitas vezes por dia esta jaculatória: “Vem, Senhor Jesus, não tardes!”.

2. Oferecer um presente ao Menino Jesus: algo em que nós vamos procurar melhorar daqui até o Natal para que Cristo nasça num coração um pouco melhor. Por exemplo: não vou mais reclamar, vou sorrir mais, vou ser mais pontual, vou pedir desculpas quando ofendo alguém, vou procurar pensar mais nos outros, vou assistir à missa todo domingo etc.

3. Além da árvore de Natal, montar um bom presépio em casa com toda a família. Será uma excelente maneira de fazer entrar pelos olhos o que acontecerá no dia 25 de dezembro. Muitos têm o hábito de fazer oração diante do presépio nos dias que antecedem o Natal. E, depois do Natal, meditam nas lições do nascimento.

4. Procurar fazer uma boa confissão para o Natal.

Para ajudá-los nessa preparação, nas próximas mensagens, falarei sobre as portas que precisam ser abertas para que o Menino Jesus entre em nossos corações.

Uma santa preparação para o Natal para todos!

Pe. Paulo M. Ramalho -Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.


Contatos: Email (para comentários e marcar aconselhamento): falar.paulo@gmail.com
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Presépio na America

um dos meus presépios no Rio

Há cena mais emocionante do que contemplar Jesus na manjedoura, ladeado por Maria e José e todos os outros personagens daquela noite santa em Belém? A simplicidade e o Amor que emanam do presépio sempre enterneceram meu coração, mas fiquei ainda mais suscetível com a idade. Pensei aproveitar uma breve viagem aos EUA para procurar um presépio para minha filha recém-casada. Senti-me abençoada pela sorte quando descobri uma loja enorme só de enfeites natalinos, bem pertinho de nosso hotel, em Skokie, norte de Chicago. 

Entrei, tirei as luvas e decidi perguntar à vendedora em que sessão poderia encontrar os presépios. Estupefação foi meu sentimento ao ser informada de que não havia qualquer cena da Natividade, para não incentivar o culto de imagens. Havia Papais Noéis e renas de todos os tipos e tudo o mais que se possa imaginar, mas nada sobre Jesus, Maria, José, Reis Magos ou Pastores. Perdi até a vontade de olhar a bela loja. Vesti as luvas e comecei a lembrar da nova moda que incentiva a desejar "Happy Holidays" (Boas Festas) em vez de "Merry Christmas" (Feliz Natal).

Ganhando coragem para enfrentar o vento gelado e os demorados sinais da Skokie Boulevard, atravessamos em direção ao enorme Westfield Old Orchard Mall, grandioso templo do consumo, onde um mix de lojas maravilhosas agrada todos os gostos e faixas etárias: GAP, Hollister, Sephora, Abercombrie & Fitch, Macy's, The Children's Place, Bloomingdale's, Godiva, Vera Bradley, Nordstrom, Barnes & Noble, entre outras. O shopping está lindamente decorado, há árvores enormes enfeitadas com bolas coloridas e muitas luzes. Mas não tive a sorte de encontrar qualquer tipo de presépio. Na arrumada Skokie, o Natal parecia ser apenas uma festa consumista. Uma ida à Igreja de St. Peter renovou minhas esperanças. A Missa de domingo estava lotada e precisamos de ajuda para encontrar lugares para sentar. As vozes angélicas do coral enchiam a nave. Que bela experiência!

No último dia nos EUA, voltamos à Clínica do Dr. Mark Zukowski, em Wilmette. Enquanto aguardávamos o doutor, chamaram-me a atenção umas figurinhas em cima do balcão da sala de espera. Aproximei-me e lá estava um pequenino presépio de louça, a única cena do nascimento de Jesus que encontrei nesta minha visita à América. Deus abençoe o habilidoso cirurgião e sua dedicada equipe. E Feliz Natal a todos!

presépio na clínica em Wilmette 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Presente no Natal

"Natal é manifestação da grandeza de Deus na pequenez do homem, Natal é a encarnação do AMOR no coração dos homens. (...) Para que as pessoas tenham um Feliz Natal, os cartões e presentes não são tão importantes. E podem até nada significar. Para que as pessoas tenham um Feliz Natal, o dinheiro não deve ser prioridade; muito menos significado primeiro das comemorações.

Para se ter um Feliz Natal, o importante é:
Estar em PAZ com Deus.
Estar em PAZ com o irmão.
Estar em PAZ consigo mesmo.

O que se celebra no Natal é o nascimento do Deus-Criança, autor e senhor da Paz. Ele não nasce em berço de ouro. Nem mesmo pôde gozar do calor de uma simples hospedaria. Naquela noite fria de Belém, o Filho de Deus, o Deus-Criança, nasceu numa estrebaria, aquecida não pelo acolhimento dos hoteleiros, mas pelo carinho de alguns animais e pelo afeto de Maria e José, que, apesar dos trabalhos pelos quais passaram para acolher bem o recém-nascido, estavam em Paz.

Natal é a Festa da Paz. Os problemas e sofrimentos podem até tirar um pouco do brilho e alegria, enquanto sentimento humano. Jamais, porém, o silêncio interior, perfume da Paz, enquanto fruto do Deus que se faz CRIANÇA e habita entre nós."
(Padre Vitus Gustama, SVD - A Voz do Redentor nº 54 - Boletim Informativo da Paróquia do Cristo Redentor)

Para passar o melhor Natal de sua vida, que tal ir até uma Igreja, lavar a alma numa confissão caprichada, encher seu coração de Paz e receber o Menino-Deus alegremente, no dia do Natal?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Recordação de Natal - Helena Kolody

Recordação de Natal

Acender na árvore prodigiosa

as luzes esquecidas.
Ouvir em sonhos os sinos
cantando a infância.
Percutir, como nozes, as lembranças
e encontrar, no âmago, a doçura antiga.

Emocionada espera,
tecida de mistérios,
de Papai Noel. A gente o recebia
num misto de fascínio e de receio, trêmula de alegria.

Reclinado no presépio,
sorria o Menino jesus.
E seu sorriso iluminava o mundo.

(Helena Kolody)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A Paz no Natal




Recuperar a paz, se a tivermos perdido, é uma das melhores manifestações de caridade para com os que estão à nossa volta, e também a primeira tarefa que devemos acometer para prepararmos no nosso coração a vinda do Menino-Deus. (...)

A confissão sincera dos nossos pecados é um dos principais meios dispostos por Deus para nos restituir a paz perdida (...) (Francisco Fernández Carvajal em Falar com Deus)

Os confessionários espalhados pelo mundo, nos quais os homens manifestam os seus pecados, não falam da severidade de Deus, mas da sua bondade misericordiosa. E os que se aproximam do confessionário, às vezes depois de muitos anos e sob o peso de pecados graves, no momento em que se retiram dele, encontram o alívio desejado; encontram a alegria e a serenidade da consciência, que fora da Confissão não poderão encontrar em parte alguma." (João Paulo II, Homilia na Paróquia de Sto. Inácio de Antioquia, Roma, 16-2-1980)

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

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