quarta-feira, 6 de maio de 2009

seu Nehemias no Cosme velho



Voltava da Missa a pé, nesse domingo, quando passa por mim um jovem, empurrando a carrocinha azul de produtos da Nestlé. Imediatamente me veio à memória seu Nehemias, o senhor alto, magro, elegante, afável, já grisalho. Bem podia ser um rei africano, mas vendia sorvetes da Kibon na saída dos colégios Sion e São Vicente, no Rio de Janeiro. Percorrendo a rua das Laranjeiras, costumava estacionar o carrinho amarelo na esquina da rua Marechal Pires Ferreira. Especialmente nos dias de calor, que alegria avistar nosso amigo à espera dos jovens clientes!

Casei, tive a primeira filha, e seu Nehemias continuava lá. Parecia eterno. Mesmo que eu não perguntasse, garantiu: - "Pode dar para a menina o potinho de creme, tranquilamente. O produto é de primeira qualidade." Como não seria? O vendedor era seu Nehemias!

Um dia ele sumiu. Não sei bem quando, talvez no meio da década de 70, mas sentimos a falta. Não tiramos nenhuma foto! E depois descobrimos o perigo das gorduras trans... Ainda bem que seu Nehemias não estava mais aqui!

2 comentários:

Anônimo disse...

É isso aí, amiga. Não conheci nenhum Nehemias, mas apenas os carrinhos que vendiam Kibon, e outros que vendiam pipocas. Tudo isto na minha adolescência, lá se vão anos... Hoje, conheço seu Elias, aliás, dois Elias; um é porteiro de meu prédio, outro é carpinteiro, ambos muito atenciosos. Às vezes,os chamo de Isaías. Pedindo-lhes desculpas, digo-lhes: Ambos foram grandes profetas.Eles apenas sorriem.

Stella Halley disse...

Pela gentileza, os dois Elias lembram o sorveteiro Nehemias. Pessoas encantadoras que passam por nossa vida. um abraço,
s. ;-)

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