sábado, 4 de maio de 2013

Prefácio de Northanger Abbey - Jane Austen


Prefácio de Gentil Marques para "O Mistério de Northanger", edição Romano Torres (1956)

Meia dúzia de observações à volta deste romance 

Primeira Observação – Já um dia escrevemos, e, agora, aqui repetimos sinceramente: “De estilo fácil, fluente, sem exibicionismos nem arabescos, imprimindo a tudo um cunho de profunda verdade, Jane Austen legou-nos um maravilhoso tesouro literário: tesouro que encerra toda a grandeza, toda a imperfeição, toda a caricatura da alma humana”. 

Precisamente, caricatura! Eis o que este romance de Jane Austen, intitulado no original “Northanger Abbey”, e ao qual nós preferimos por em português o título bem justo de “O Mistério de Northanger” – nos oferece página a página, figura a figura, episódio a episódio. 

Sim, uma caricatura, mas sem exageros, sem excessos de traço, sem intenções de maldade. Apenas, digamos, a luz da verdade coada pelos olhos sorridentes da juventude. 

Foi este, afinal, o primeiro romance escrito por Jane Austen. Escrito às escondidas, a medo, sem ainda, de modo algum, sonhar em ser uma das maiores escritoras do seu tempo e do seu país. E o mais curioso é que essa isenção de celebridade vem imediatamente à superfície, dando-nos uma história contada com toda a naturalidade, sem qualquer espécie de transigência para com o leitor. Daí, sem dúvida, podemos extrair o maior mérito deste primeiro romance de Jane Austen: a franqueza total com que o escreveu. 

E de tal modo que imaginado e desenvolvido, aí por volta de 1796 (tinha ela vinte e um anos apenas) – somente foi editado em 1817, o seu último ano de vida. 

Curiosa coincidência, na verdade, que dá a este livro um tom palpitante de interesse: embora o primeiro a ser escrito, foi o último a ser publicado. E por quê? Porque a autora se atreveu a satirizar a literatura que então estava em moda: a chamada literatura de terror. Mas isso será já objeto de outro comentário. 

Segunda observação – A série começara, por assim dizer, com “O Castelo de Otranto” de Horace Walpole – e logo se seguiram imensos imitadores, especialistas em criar climas fantásticos para as suas obras. Um William Beckfort com esse estranho “Vathek”, aparecido em 1782, e, muito especialmente, a consagrada Ann Radcliffe, vieram dar novo impulso aos romances terroríficos. 

Pois precisamente em 1796 saiu o mais famoso dos romances de Ann Radcliff, “Mistérios de Udolfo”. Uma das suas leitoras mais atentas foi, sem dúvida alguma, por aquilo que ela própria nos conta, uma rapariga simpática chamada Jane Austen, que então vivia em Steventon. 

E nesse mesmo ano de 1796, essa mesma rapariga (Jane Austen) começou a escrever um romance que é este mesmo romance que nós aqui apresentamos agora “O Mistério de Northanger”. 

Sátira apenas à literatura aterrorizante, que punha em sobressalto os corações e os cérebros? Não! Algo mais. Bastante mais – porque nas figuras de Catarina Morland e de Isabella Thorpe há todo um tratado de psicologia feminina. 

Terceira Observação – E, digam-nos o que disserem, nós estamos certos que Catarina e Isabella são figuras copiadas da realidade. Aliás, grande parte da ação passa-se em Bath, uma estância de veraneio que Jane Austen conhecia maravilhosamente. E por isso mesmo, o seu retrato dos veraneantes é perfeito. Perfeito e eterno. Ainda hoje lá podemos encontrar Mrs. Allen, infeliz por não conhecer toda a gente, uma Mrs. Thorpe, com o bando das suas filhas para casar, um João Thorpe, apaixonado pelas emoções violentas, um Henrique Tilney, pondo em alvoroço o coração das raparigas, e muitos outros personagens que o delicado espírito de Jane Austen soube transportar para a sua obra. 

Pois, não há na própria Catarina Morland muita da sensibilidade de Jane Austen? Pensamos que sim. Ela foi, decerto, uma autora que se fragmentou pelas suas heroínas . E aquele pequeno diálogo no capítulo Vll, entre Catarina e João Torpe sobre a leitura de romances é bem elucidativo. 

Ele, o homem, defende a teoria de que nunca se escreveu nada melhor do que o “Tom Jones”. Ela, a rapariga, manifesta o seu interesse apaixonante pelos “Mistérios de Udolfo”. 

Quarta Observação – E ainda a propósito de leituras e leitores, salta-nos à vista uma indispensável observação, quando alcançamos o capítulo XIV e assistimos em pensamento esse belo passeio que Catarina deu no Beenchencliff, a convite da família Tilney. 

Então, a certa altura, talvez por inspiração da própria paisagem, Catarina Morland e Henrique Tilney armam entre si um excelente diálogo de sabor literário. 

De novo, o romance de Ann Radcliff “Os Mistérios de Udolfo” vem à baila. Mas aqui é defendido por ambos – a preparar habilidosamente, da parte de Jane Austen, o espírito do próprio leitor. 

Catarina duvida que Henrique leia novelas, porque diz ela “Essas obras não devem bastar-lhe. Os homens necessitam de ler obras superiores”. 

Mas logo Henrique estabelece o conceito “Qualquer pessoa, seja homem ou mulher, que não aprecie um bom romance, deve ser de uma estupidez intolerável”. 

Seguem-se nessas páginas, através da conversa, a que também se associa a inteligente e sensata Leonor, irmã de Henrique – alguns pontos de vista bem curiosos sobre a influência da leitura e a diferença de interesse, para os leitores, entre a história propriamente dita e o romance de ficção. 

E custa a crer – agora, a tão grande distância, no tempo e no espaço – que uma rapariga tímida e solitária, de 21 anos, possuísse já dentro de si tão grande bagagem intelectual. 

Quinta Observação – Raramente o leitor de um livro será tão habilmente orientado pelo autor, para um objetivo premeditado, como acontece com o leitor normal de “O Mistério de Northanger”. 

Desde o início do romance, Catarina Morland é o guia que leva o leitor consigo. E de tal modo se insinua em todos nós, que passamos a viver junto dela, acompanhando-a nos seus pensamentos, nas suas tristezas, nas suas alegrias, nas suas ansiedades. 

E, assim, do mesmo modo, o leitor a acompanha também nos seus terrores quando chega à velha abadia de Northanger, agora transformada em residência de um general estranho e despótico, e dos seus dois filhos. 

Não queremos nem devemos tirar a surpresa do leitor. Mas confessamos com toda a sinceridade que bastam os capítulos XX, XXI, XXII, XXIII e XXIV para fazer deste livro uma obra modelar no seu gênero. 

Sexta Observação – E, contudo, não foi logo compreendido. Calmamente, Jane Austen guardou-o, de novo, na gaveta da sua escrivaninha e, sem se desiludir, continuou a escrever. publicou uma "Razão e Sensibilidade” (em 1811), um “Orgulho e Preconceito” (em 1813), um “Parque de Mansfield” (em 1814), uma “Emma” (em 1816) e um “Sangue Azul”¹ (em princípios de 1817). 

Ela aproximava-se do fim. Nova ainda. Nascera quarenta e dois anos antes. Mas como as flores que murcham, às vezes, sem se saber porquê, ela ia murchando. Talvez lhe faltasse o calor de uma paixão forte. Talvez... 

De qualquer modo – esse ano de 1817 foi o último da sua vida. E por coincidência bizarra do Destino, como já dissemos, os editores vieram buscar-lhe então o romance que tinham rejeitado², “Northanger Abbey”, “O Mistério de Northanger”. Este mesmo romance que lhe oferecemos agora a sua curiosidade, leitor amigo, e que é bem o símbolo do talento de Jane Austen! 

GENTIL MARQUES 

1 No Brasil, “Sangue Azul” foi chamado “Persuasão”. 
2 Sob o título “Susan”, “A Abadia de Northanger” foi vendido por 10 libras a Benjamin Crosby, em 1803, mas não foi publicado. Em 1816 , um dos irmãos da autora comprou o manuscrito de volta pela mesma quantia.

Felicity Jones como Catherine Morland em "Abadia de Northanger"

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Europa proíbe pesticidas nocivos às abelhas

Bernie, a abelha que entregou a petição em Bruxelas
Europa vetou agrotóxicos que matam abelhas! 
Grandes empresas como a Bayer (Alemanha) e a Syngenta (Suiça) defenderam o uso de neonicotinóides,  mas a mobilização popular, através de e-mails, telefonemas e uma petição com 2 milhões e 600 mil assinaturas recolhidas pela Avaaz, reforçou o apelo dos apicultores. 

Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. As abelhas polinizam 2/3 dos nossos alimentos e estes pesticidas afetam seus neurotransmissores, impedindo-as de encontrar a colmeia. Desorientadas, elas se perdem e morrem. A proibição do uso de neonicotinóides aplica-se a todas as culturas, exceto cereais de Inverno e plantas não atraentes para as abelhas, tais como a beterraba açucareira. 

A luta não terminou, pois essa medida é temporária e a Comissão Europeia pode revê-la em 2 anos. Substâncias danosas aos insetos polinizadores continuam a ser utilizadas na Europa, no Brasil e no resto do mundo.

Nossas abelhas nativas não tem ferrão (meliponineos), são cerca de 300 espécies, responsáveis pela polinização da maioria de espécies vegetais. Algumas são verdes, como na linda foto de Rick Ipanema. Já encontrei UMA no Jardim Botânico. Quem quiser saber mais sobre essas belezuras, pode ler aqui o trabalho do professor Breno Magalhães Freitas, da Universidade do Ceará.


terça-feira, 30 de abril de 2013

Teatro Municipal faz parceria com Accademia Scala de Milão

Theatro Municipal do Rio de Janeiro faz parceria com a Accademia Scala de Milão

Especialmente quando os noticiários estão cheios de notícias sobre crises e violências, sentimos falta das notícias boas. Por isso, foi com imenso prazer que soube de uma iniciativa que preserva e desenvolve o patrimônio cultural do Rio de Janeiro. Já dava para notar a restauração externa no Theatro Municipal, pois é visível o novo brilho da reluzente águia dourada de asas abertas no telhado da casa de espetáculo. 

O próximo passo na sua recuperação visa o aprimoramento dos artesãos do teatro. Foi feita uma parceria com a Accademia Scala de Milão, uma escola de formação técnica de excelência. Serão oferecidos cursos básicos de Cenotécnica, Adereços, Cabelo e Maquiagem, Eletricista Cênico, Sonorização, Fotografia, Vídeo e Edição, Costura, Contra-regragem e Camarim. Nos níveis mais avançados haverá Chapelaria e Direção de Cena, entre outros. Os detalhes sobre essa Fábrica de Espetáculos podem ser lidos no release do site do Teatro. Está dando ótimo frutos a gestão de Carla Camuratti!



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nós e V contra a PEC da Corrupção

Vejam e repassem o vídeo do Youtube que alerta contra a PEC 37, a PEC da Corrupção.

sábado, 13 de abril de 2013

O Grito Silencioso

The Silent Scream

Dr. Bernard Nathanson (lifeknews)
Neste vídeo, o Dr. Bernard Nathanson explica porque deixou de ser o "Rei do Aborto" e passou a defender a vida. Responsável por 75 mil "interrupções da gravidez" durante a década de 70, o ex-aborteiro engajou-se em campanhas pro-vida depois de ter assistido a filmagem de uma ultrassonografia, feita durante o aborto de uma criança de 12 semanas. Cuidado, as cenas são fortes, mas precisam ser encaradas, pois neste momento há médicos brasileiros interessados em criar aqui a industria do aborto. Nos EUA, cada aborto custa de 300 a 400 dólares e 90% deste dinheiro vai para o bolso dos doutores.

Dr. Bernard Nathanson faleceu em 11 de fevereiro de 2011, aos 84 anos. Depois de favorecer o aborto de tantos bebês, inclusive de um filho seu, o médico passou a defender a vida humana desde a concepção. Quem desejar entender como surgiu a política do aborto nos Estados Unidos, deve ler o livro de sua autoria:  "The Hand of God: A Journey from Death to Life by the Abortion Doctor Who Changed His Mind". (Catholic Maine)

As crianças não são as únicas vítimas. Grande número de mulheres teve o útero perfurado durante essas operações, mas isso não é divulgado. Os conspiradores da indústria do aborto não informam o que realmente acontece. Aqui a mídia engajou-se numa campanha que apresenta o aborto como progresso. Ora, em Esparta, muitos anos antes de Cristo, já se jogavam os bebês indesejados morro abaixo. Veja e divulgue "O Grito Silencioso", apresentado pelo ex-diretor da maior clínica de aborto dos Estados Unidos. Vamos impedir que esse genocídio também aconteça no Brasil.



http://youtu.be/0heNeYmaCSc
Mais informação no blog do Padre Paulo Ricardo

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Jack Nicholson defende a vida

por Cleiton Robson (do blog Projeções de Fé)
Fonte: Religión en Libertad | Tradução: Ecclesia Una

moviesdb
O mítico e influente ator de Hollywood, Jack Nicholson, decidiu entrar de vez no debate sobre o aborto. E de modo contundente, para surpresa de muitos. O ator se declarou a favor da vida e não recuou em contar a história do motivo pelo qual decidiu defender a vida do nascituro. 

Em declarações a diferentes meios dos Estados Unidos, Nicholson contou que sua mãe lhe concebeu quando ainda era uma adolescente. Ela recebeu numerosas pressões para que abortasse; contudo, decidiu seguir em frente e dar à luz o bebê, que mais tarde se chamaria Jack.

Por tudo isso, Nicholson confirmou que está decididamente contra o aborto e que, além disso, não poderia assumir outra postura, porque seria “hipócrita”, já que, se sua mãe tivesse aceitado o aborto, “estaria morto, não existiria”.

“Minha única emoção é a gratidão”

De fato, nascido em 1936, Nicholson cresceu crendo que sua avó era sua mãe, e considerava como sua irmã aquela que, na realidade, era sua mãe. O ator descobriu toda a verdade só em 1974.

Neste sentido, o premiado ator disse que “sou contrário a meu distrito eleitoral no tema do aborto, porque estou positivamente em sentido contrário. Não tenho direito a qualquer outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minha vida”.

A história de Andrea Bocelli

Mas Jack Nicholson não é o único personagem que está se manifestando contrário ao crime do aborto. Em um vídeo difundido no YouTube, o tenor italiano Andrea Bocelli revelou a história de seu nascimento e elogiou sua mãe por não abortá-lo, depois de saber que nasceria com uma deficiência.

No vídeo, intitulado “Andrea Bocelli conta uma ‘pequena história’ sobre o aborto”, o tenor contou que sua mãe grávida foi hospitalizada por “um simples ataque de apendicite”, mas os médicos, ao terminar os tratamentos, sugeriram-lhe o aborto porque “o bebê nasceria com alguma deficiência”.

“Esta valente jovem esposa decidiu não abortar, e o menino nasceu. Essa mulher era minha mãe, e eu era a criança. Talvez eu seja suspeito para falar, mas posso dizer que a decisão foi correta”, assegurou Bocelli, que sofre de glaucoma congênito e perdeu a visão aos 12 anos, por um golpe na cabeça, jogando futebol.

A persistência de Caviezel

Jim Caviezel, ator católico que interpretou Jesus em “A Paixão de Cristo”, assegurou ao Catholic Digest, em 2009, que “não amo minha carreira a ponto de dizer que ‘vou me silenciar sobre isto’”, referindo-se ao aborto. “Estou defendendo cada bebê que ainda não nasceu”, assinalou.

O músico adolescente Justin Bieber também manifestou sua resistência ao aborto. Em uma entrevista à revista Rolling Stone, Bieber assegurou que “realmente não creio no aborto”, pois “é matar um bebê”.

A mãe de Justin Bieber, Pattie Mallette, também se comprometeu recentemente com a causa pró-vida ao produzir o curta-metragem “Crescendo”, contra o aborto e a favor da vida. Pattie teve uma adolescência difícil, envolvida no mundo das drogas e do álcool, e tentou suicídio aos 17 anos, antes de converter-se ao cristianismo.

Com seu curta-metragem, disse, busca dar alento às “jovens mulheres de todo o mundo, como eu, para que saibam que têm um lugar para onde ir, pessoas que vão lhes cuidar e um lugar seguro onde viver se engravidam e creem que não há para onde ir”.

Concebida após um estupro

O ator católico veterano Martin Sheen também tem expressado repetidamente sua oposição ao aborto. Em uma entrevista em 2011, Sheen admitiu também que sua esposa, Janet, foi concebida em um estupro, pelo que, assinalou, se sua mãe tivesse abortado ou a jogado em um rio, como chegou a pensar, ele não a teria conhecido.

sábado, 16 de março de 2013

A Sabedoria da Cruz

Lidando com o Sofrimento

Durante a última confissão, meu diretor espiritual sugeriu a leitura do livro do padre Francisco Faus: A Sabedoria da Cruz. Embora já o tivesse lido, sublinhado e anotado, percorro as sessenta páginas com entusiasmo renovado. Já que não podemos evitar a dor, é melhor aprender a lidar com ela. A modo de incentivo, para que outros aproveitem deste conhecimento, aí vai a introdução:

Um Companheiro Inseparável

"O sofrimento acompanha-nos, passo a passo, no caminho da vida. É um companheiro assíduo e inseparável: sofrimento físico, sofrimento moral, doença, decepção, frustração, perda... O sofrimento pode ser um grande amigo ou um terrível inimigo, pois tem o poder de edificar ou destruir, de enriquecer ou despojar. Tudo depende de como o encaramos, do “sentido” que somos capazes de lhe dar.

A sombra da cruz – do sofrimento e do sacrifício – faz-nos estremecer. Custa-nos entendê-la e, ainda mais, custa-nos aceitá-la. Por que o sofrimento? Por que o sacrifício? Todos nós já fizemos provavelmente essas perguntas, uma ou muitas vezes na vida. E todos sabemos que, quer perguntemos quer não, quer aceitemos a cruz ou nos revoltemos contra ela, continuará a fazer parte deste mundo e da vida de cada um de nós. Em nada pode ajudar-nos fazer meras especulações sobre o sofrimento baseadas em hipóteses irreais: “Se não existisse o sofrimento...”, “Deus não deveria permitir o sofrimento...”, “Se Deus é Pai, por que nos deixa sofrer?”... A realidade é que o sofrimento existe e que Deus o permite. Por isso, só poderemos encontrar um “sentido”, uma ajuda, se fizermos as perguntas sobre a dor dentro do quadro da vida real: “O sofrimento existe, sempre existiu e continuará a existir. Eu tenho-o na minha vida. Que sentido tem? Que faço com ele? Que devo fazer com ele?”

Podemos fazer muitas coisas. Há pessoas que, perante as cruzes da vida, se asfixiam na revolta e no desespero. Queixam-se, amarguram-se, arrasam-se. Às vezes, autodestroem-se.

Há outras pessoas que, com os mesmos ou maiores sofrimentos, amadurecem, ganham sabedoria e virtude, aprendem a ver e a amar as coisas e as pessoas de uma maneira nova. E, no meio da dor, têm uma vida cheia de paz, de grandeza e de fecundidade.

Há, pois, um mau modo e um bom modo de encarar o sofrimento. Este último é o que, em linguagem cristã, chamamos a sabedoria da cruz (cfr. 1 Cor 1, 25)."

(A Sabedoria da Cruz - Francisco Faus - Editora Quadrante)

Para ler mais, basta comprar o livro na Quadrante, por R$16,00, ou clicar neste link.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Salve o Papa Francisco I!

O Papa é jesuíta e latino-americano!

Que alegria, temos Papa! O Papa Francisco I inovou, reclinando-se para que o abençoássemos e rezássemos por ele. Jorge Mario Bergoglio, o arcebispo de Buenos Aires, tem 76 anos, é um homem culto, simples, argentino e amigo do padre Hortal, da PUC do Rio de Janeiro. Vamos conhecê-lo melhor, mas já gostamos muito dele. A escolha do nome homenageia os dois São Franciscos, o amado de Assis e o Xavier, co-fundador da Companhia de Jesus e Apóstolo do Oriente.


Forca

Fim do Silêncio ou Grito Silencioso

Mais Vida