sábado, 30 de maio de 2020

Jim Caviezel conta como Nossa Senhora mudou sua vida

sexta-feira, 27 de março de 2020

Bênção Urbe et Orbi às 14 horas no Brasil


Dia 27/03/2020, às 14 horas no Brasil, o Papa Francisco dará a Bênção Urbi et Orbi na Praça de São Pedro vazia, pedindo o fim da pandemia de coronavírus no mundo e concedendo a indulgência plenária aos que cumprirem as condições.

Da Cidade do Vaticano, Gabriella Ceraso relata que "católicos de todo o mundo são convidados a se unir espiritualmente ao Papa por meio da mídia, que presidirá um momento de oração que durará cerca de uma hora, do patamar da Basílica de São Pedro, com a Praça vazia, como ele mesmo anunciou em 22 de março no final da oração do Angelus:

Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao final, darei a Bênção Urbi et Orbi, à qual está ligada a possibilidade de receber a indulgência plenária.

Como explica a Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta circunstância especial, nas proximidades da porta central da Basílica, será colocada a imagem da Salus Populi Romani e o Crucifixo milagroso da Basílica de São Marcelo.

Depois de ouvir a Palavra de Deus, o Papa Francisco fará uma meditação. O Santíssimo Sacramento será exposto no altar localizado no átrio da Basílica do Vaticano e, após a súplica, seguirá o rito da Bênção "Urbi et Orbi" com o Santíssimo.

Então o cardeal Angelo Comastri, arcebispo da Basílica de São Pedro, pronunciará a fórmula para a proclamação da indulgência.

A partir das 18h00, em Roma, o evento será transmitido ao vivo em Mundovisão pelo Vatican Media e pode ser seguido nos vários idiomas na Rádio Vaticano e em nossa homepage, em nossa página no Facebook (vaticannews.pt) e ao vivo em nosso canal do youtube."

domingo, 8 de março de 2020

Gregorio Allegri: Miserere



The Choir of Claire College, de Cambridge, canta como os Anjos no céu! A composição é o "Miserere mei, Deus" ("Tende misericórdia de mim, Deus"), de Gregorio Allegri. Essa obra foi tão valorizada pelo Vaticano que não se permitia que fosse sequer copiada. Mas, em 1770, um jovem austríaco de 14 anos, que visitava Roma com seu pai, ouviu a música 2 vezes e transcreveu-a de memória. Wolfgang Amadeus Mozart foi o autor dessa primeira cópia não autorizada!

Miserere mei, Deus: secundum magnam misericordiam tuam.
Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor!
Et secundum multitudinem miserationum tuarum, dele iniquitatem meam.Apaga minhas transgressões, por tua grande compaixão!
Amplius lava me ab iniquitate mea: et a peccato meo munda me.Lava-me inteiro da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado!
Quoniam iniquitatem meam ego cognosco:Pois reconheço minhas transgressões;
et peccatum meum contra me est semper.e diante de mim está sempre meu pecado;
Tibi soli peccavi, et malum coram te feci:pequei contra ti, contra ti somente, pratiquei o que é mau aos teus olhos.
ut justificeris in sermonibus tuis, et vincas cum judicaris.Tens razão, portanto, ao falar, e tua vitória se manifesta ao julgar.
Ecce enim in iniquitatibus conceptus sum:Eis que eu nasci na iniqüidade,
et in peccatis concepit me mater mea.minha mãe concebeu-me no pecado.
Ecce enim veritatem dilexisti:Eis que amas a verdade no fundo do ser,
incerta et occulta sapientiae tuae manifestasti mihi.e me ensinas a sabedoria no segredo.
Asperges me hysopo, et mundabor:Purifica meu pecado com hissopo e ficarei puro,
lavabis me, et super nivem dealbabor.lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
Auditui meo dabis gaudium et laetitiam:Faze-me ouvir o júbilo e a alegria,
et exsultabunt ossa humiliata.e dancem os ossos que esmagaste.
Averte faciem tuam a peccatis meis:Esconde a tua face dos meus pecados
et omnes iniquitates meas dele.e apaga minhas iniqüidades todas.
Cor mundum crea in me, Deus:Ó Deus, cria em mim um coração puro,
et spiritum rectum innova in visceribus meis.renova um espírito firme no meu peito;
Ne proiicias me a facie tua:não me rejeites para longe de tua face.
et spiritum sanctum tuum ne auferas a me.não retires de mim teu santo espírito.
Redde mihi laetitiam salutaris tui:Devolve-me o júbilo da tua salvação
et spiritu principali confirma me.e que um espírito generoso me sustente.
Docebo iniquos vias tuas:Ensinarei teus caminhos aos rebeldes,
et impii ad te convertentur.para que os pecadores voltem a ti.
Libera me de sanguinibus, Deus, Deus salutis meae:Livra-me do sangue, ó Deus, meu Deus Salvador
et exsultabit lingua mea justitiam tuam.e minha língua aclamará tua justiça.
Domine, labia mea aperies:Ó senhor, abre meus lábios,
et os meum annuntiabit laudem tuam.e minha língua aclamará tua justiça
Quoniam si voluisses sacrificium, dedissem utique:Pois tu não queres sacrifício
holocaustis non delectaberis.e um holocausto não te agrada.
Sacrificium Deo spiritus contribulatus:Sacrifício a Deus é espírito contrito,
cor contritum, et humiliatum, Deus, non despicies.coração contrito e esmagado, ó Deus, tu não desprezas.
Benigne fac, Domine, in bona voluntate tua Sion:Faze o bem a Sião, por teu favor
ut aedificentur muri Ierusalem.reconstrói as muralhas de Jerusalém.
Tunc acceptabis sacrificium justitiae, oblationes, et holocausta:Então te agradarás dos sacrifícios de justiça — holocaustos e ofertas totais —
tunc imponent super altare tuum vitulos.e em teu altar se oferecerão novilhos.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Dois Papas e uma Igreja

"Dois Papas" é filme que agrada a gregos e troianos, católicos e ateus. A cenografia, a direção de arte, os diálogos, o desempenho de Jonathan Pryce, como Papa Francisco, a beleza dos ritos da Igreja Católica, as imagens de arquivo, tudo impressiona e agrada. Só me entristeceu o modo como foi retratado o Papa Bento XVI, como se fosse um homem autoritário, impaciente até. Nada parece mais distante da pessoa real. O artigo de Bernardo Mello Franco, apoiado no testemunho de Leonardo Boff, veio corrigir essa distorção. Anthony Hopkins, ou Fernando Meirelles, deixaram-se levar pela opinião pública, possivelmente impressionada com a nacionalidade de Ratzinger, suas olheiras ou seu cargo de Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé. Quem quiser aprofundar o conhecimento sobre o Papa Emérito, leia "Lembranças da Minha Vida", que Joseph Ratzinger escreveu e a editora Paulinas publicou.



Dois Papas e um Frade
Bernardo Mello Franco

Desde a Idade Média, não acontecia nada parecido. Em fevereiro de 2013, Bento XVI reuniu os cardeais e renunciou ao trono de São Pedro. A Igreja Católica ficou à deriva, em meio a acusações de pedofilia e corrupção. Trinta dias depois, Francisco foi eleito para iniciar uma transformação no Vaticano. O momento histórico é retratado no filme “Dois Papas”, cotado para a disputa do Oscar.
A trama contrapõe o carrancudo Joseph Ratzinger ao bonachão Jorge Mario Bergoglio. Os diálogos são fictícios, mas resumem as diferenças entre o alemão e o argentino. A opinião é do teólogo Leonardo Boff, que conviveu de perto com os dois papas. “O filme não é um documentário, mas representa bem o que ambos pensam. Quem conhece teologia é capaz de identificar muitas coisas que eles escreveram e disseram publicamente”, elogia o ex-frade.
Para Boff, “Dois Papas” traduz ao grande público as diferenças entre duas concepções opostas da Igreja: a de Bento XVI, baseada na tradição e na hierarquia, e a de Francisco, mais aberta à evolução da sociedade. “Ratzinger não conseguia aceitar a diversidade. Bergoglio vê a Igreja como um hospital de campanha, aberto a todo mundo: pobres, refugiados, periféricos”, teoriza.
O teólogo define o período atual como uma “primavera” do catolicismo. “Francisco deslocou o eixo das instituições para o povo. É um papa que vê a desigualdade como problema a ser enfrentado e se coloca ao lado dos vencidos. O padrinho dessa visão não é Marx, é o Jesus histórico”, sustenta.
Parte da esquerda tem acusado o filme de distorcer a História para absolver Bergoglio das suspeitas de colaboração com a ditadura argentina (1976-83). Boff sai em defesa do Papa: “Ele não foi profético como Dom Hélder Câmara, mas nunca foi cúmplice dos militares e da tortura”.
O teólogo faz um reparo ao filme. Diz que a caracterização de Bento XVI como uma figura irascível, que chega a elevar a voz para o sucessor, não faz jus ao estilo sereno do alemão. “Ele é uma pessoa finíssima no trato, além de ser extremamente inteligente. Até lamento que o Fernando Meirelles não tenha conversado comigo antes de dirigir o filme....”, comenta.
O elogio soa surpreendente porque Ratzinger teve papel crucial no embate de Boff com o Vaticano. Em 1985, o alemão inquiriu o brasileiro sobre o livro “Igreja: Carisma e Poder”. A obra irritou a Cúria, que torcia o nariz para a Teologia da Libertação.
Ao fim do processo, o cardeal concluiu que as ideias do frade afrontavam as tradições e a hierarquia da Igreja. Boff perdeu a cátedra e foi condenado ao “silêncio obsequioso”. Hoje ele diz não guardar mágoas de Ratzinger. “Nunca perdemos a amizade. É preciso distinguir as pessoas das funções institucionais que elas exercem”, pontua.
Numa cena ambientada na Capela Sistina, os dois pontífices expõem seus dramas de consciência. Francisco admite que poderia ter se empenhado mais para livrar dois colegas da tortura. Bento XVI se penitencia pela omissão diante das denúncias de abuso sexual.
Para Boff, o diálogo é o ponto alto do filme. “Os dois são profundamente humanos, por isso têm sombras e luzes. Todos nós somos assim. Por que os papas não podem ser?”, questiona.
Coluna de Bernardo Mello Franco no Globo, Domingo, 12/01/2020

domingo, 3 de novembro de 2019

Gratidão

Dia Nacional de Ação de Graças

(artigo de Regina Queiroz para "O Padroeiro" - publicação do Santuário de São Judas Tadeu no Cosme Velho - mês de Novembro de 2019)


"Chegando novamente a novembro, volto ao tema da gratidão. somos suficientemente agradecidos a Deus por tudo o que Ele nos vem dando desde o nosso início?
Nós nos consideramos civilizados, educados e religiosos, mas será que no dia a dia sentimos necessidade de nos voltarmos para o Criador e agradecer pelas bênçãos que recebemos?
Outro dia achei uma oração dos índios da tribo iroquois, da América do Norte, que é uma lição para nós. Ela começa dizendo a Deus (para eles, o Grande Espírito), que eles se apresentam para louvá-lo e agradecer por ter criado os seres humanos, a terra, que dá o sustento, assim como a água que sai da terra e mitiga a sede de todos, plantas, homens e animais. Eles agradecem pelas árvores que lhes dão frutos e sombra, pelas forças da natureza, pela luz do sol, pela escuridão da noite, pela beleza do luar e agradecem pelos pontinhos brilhantes no céu, as estrelas, que sinalizam sua caminhada.
E continuam enumerando tudo pelo qual eles são gratos, inclusive pelas pessoas de outra fé, para quem pedem que possam continuar em sua crença e terminam agradecendo por todos os que são gratos.
Achei lindíssima essa oração de um povo que foi quase todo exterminado pelos descobridores e colonizadores da América, e que, assim como nossos próprios índios brasileiros, mantém seu respeito à natureza, agradecem seus frutos e bênçãos, apesar de viverem uma era de incertezas, de ameaças não somente de perderem suas terras, mas ainda mais, as próprias vidas.
Os leitores que acompanham novelas, devem ter ouvido e visto numa delas o depoimento tocante de um tapuia, que mostra o quanto as terras indígenas estão sendo aviltadas, desrespeitadas e sacrificadas a um poder econômico cego e insensível às consequências para o futuro.
Temos a pretensão de sermos mais do que os "selvagens", mas eles nos dão mostra de uma sabedoria muito superior, pois convivem em harmonia com Deus e com a natureza, a quem agradecem sem cessar.
Oportunamente nosso Santo Papa convocou o Sínodo da Amazônia, em que prioriza a atenção e o respeito que deve ser dado aos povos indígenas, conforme seu pronunciamento recente: "os povos amazônicos possuem entidade própria, sabedoria própria, consciência de si. Eles têm uma maneira de ver a realidade e tendem a ser protagonistas da própria história." E mais: "que nos aproximemos (deles) sem o afã empresarial de fazer programas pré-confeccionados de disciplinar os povos amazônicos, disciplinar sua história e cultura. Isso não!"
Tenho a certeza de que os povos amazônicos já estão agradecendo por este homem iluminado, que nos adverte e nos faz lembrar do grande ensinamento da nossa doutrina: amar o próximo como a nós mesmos.
Talvez o que mais faz falta nos nossos dias é saber agradecer, pois quando agradecemos, acaba em nós toda arrogância e pretensão de sermos mais do que os outros.
Então, neste mês em que celebramos o dia internacional da gratidão, peçamos a Deus que zele por nós e por todo o nosso povo e peçamos a Ele, que tem nos dado tanto, mais uma coisa: um coração agradecido.
No dia 28 de novembro vamos celebrar o dia de Ação de Graças com muita alegria, muita esperança e fé que o amor prevaleça sobre a ambição e que nossos irmãos, os legítimos donos da terra, tenham seus direitos respeitados.
Finalmente, lembremos que alguns têm alimento, mas não podem comer e outros não tem o que comer, mas nós temos alimento e podemos comer. Então vamos tomar um tempo para agradecer ao Senhor"

Regina Queiroz
Coordenadora da Pastoral do Dízimo



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