segunda-feira, 11 de maio de 2009

Guia do Observador de Nuvens



Um dia ensolarado é praticamente idêntico a outro. A diferença está num tom mais ou menos forte no azul do céu. Em maio, no hemisfério sul, a cor torna-se mais intensa, o que é perfeito para fotografias ao ar livre.


As pessoas costumam se queixar da chuva e dos dias nublados. Sobretudo no litoral, sonham com a praia e o sol constante. Que injustiça! Se a chuva alimenta os rios, limpa a atmosfera, as nuvens controlam a temperatura do planeta e tornam a contemplação do céu bem mais interessante. Assim como as aves, o vento, as ondas do mar e as cachoeiras, elas movimentam a paisagem. Que chatice um mundo parado numa sucessão de dias azulados, sem nuvens!

Em seu louvor, o designer gráfico Gavin Pretor-Pinney escreveu o "Guia dos Observadores de Nuvens", onde encontramos o seguinte manifesto. ;-)

O Manifesto

da The Cloud Appreciation Society


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Acreditamos que as nuvens vêm sendo injustamente caluniadas e que a vida sem elas seria imensamente mais pobre.

Achamos que as nuvens são a poesia da Natureza, e o mais igualitário dos espetáculos por ela proporcionados, já que todos podem desfrutar de uma visão fantástica das nuvens.


Comprometemo-nos a combater a "mentalidade céu-azul" sempre que a encontrarmos. A vida seria tediosa se tivéssemos de encarar - dia após dia - a monotonia de um céu sem nuvens.


Procuramos lembrar às pessoas que as nuvens são expressões de estados de espírito da atmosfera e podem ser lidas da mesma forma que as expressões no rosto de alguém.


Acreditamos que as nuvens são para os sonhadores e que sua contemplação é benéfica para a alma. Na realidade, todos os que refletem sobre as formas que elas abrigam economizarão na conta do psicanalista.
Assim, dizemos a todos os que se dispõem a escutar:

Ergam os olhos e maravilhem-se com a beleza efêmera, e levem sua vida com a cabeça nas nuvens.

(Guia do Observador de Nuvens, de Gavin Pretor-Pinney - Editora Intrínseca)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

seu Nehemias no Cosme velho



Voltava da Missa a pé, nesse domingo, quando passa por mim um jovem, empurrando a carrocinha azul de produtos da Nestlé. Imediatamente me veio à memória seu Nehemias, o senhor alto, magro, elegante, afável, já grisalho. Bem podia ser um rei africano, mas vendia sorvetes da Kibon na saída dos colégios Sion e São Vicente, no Rio de Janeiro. Percorrendo a rua das Laranjeiras, costumava estacionar o carrinho amarelo na esquina da rua Marechal Pires Ferreira. Especialmente nos dias de calor, que alegria avistar nosso amigo à espera dos jovens clientes!

Casei, tive a primeira filha, e seu Nehemias continuava lá. Parecia eterno. Mesmo que eu não perguntasse, garantiu: - "Pode dar para a menina o potinho de creme, tranquilamente. O produto é de primeira qualidade." Como não seria? O vendedor era seu Nehemias!

Um dia ele sumiu. Não sei bem quando, talvez no meio da década de 70, mas sentimos a falta. Não tiramos nenhuma foto! E depois descobrimos o perigo das gorduras trans... Ainda bem que seu Nehemias não estava mais aqui!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Paul Krugman, o trabalho da Mulher e a Máquina de Lavar

Nada como ter filhos estudando para atualizar os pais...
Folheando "Introdução à Economia", de Paul Krugman e Robin Wells, encontro, na página 8, um texto interessante sobre a mulher e o trabalho. Nada que o Osservatore Romano, jornal do Vaticano, já não soubesse, mas, por isso mesmo e pelas polêmicas geradas, pertinente.



"Uma das grandes transformações do século XX foi a mudança na natureza do trabalho da mulher. Em 1900, somente 6% das mulheres casadas nos Estados Unidos tinham trabalho remunerado fora de casa. No início do século XXI, esse número é de 60%.

O que causou essa transformação? Certamente desempenhou um papel a mudança de atitudes em relação ao trabalho fora de casa: na primeira metade do século XX, muitas vezes se considerava impróprio que uma mulher casada trabalhasse fora de casa se ela não precisasse, enquanto hoje isso é considerado normal. Mas uma das forças que impulsionou a mudança foi a crescente disponibilidade de aparelhos domésticos, especialmente MÁQUINAS DE LAVAR. Antes de existirem esses aparelhos cuidar de casa dava muito trabalho, muito mais que um emprego de jornada completa. Em 1945, pesquisadores do governo mediram o tempo de uma mulher numa fazenda durante a lavagem semanal: ela levava 4 horas lavando a roupa, 4 horas e meia passando a ferro e andava quase 2 quilômetros. Aí ela foi equipada com uma máquina de lavar roupa, e lavar a mesma quantidade levou 41 minutos, passar roupa foi reduzido a 1 hora e 45 minutos, e a distância percorrida se reduziu em 90%.

O ponto é que no tempo em que não existiam aparelhos domésticos, o custo de oportunidade de trabalhar fora era muito alto: era algo que a mulher tipicamente só fazia por necessidade financeira premente. Com a aparelhagem moderna, as oportunidades disponíveis para a mulher mudaram, e o resto é história."

Introdução à Economia - Paul Krugman e Robin Wells
tradução de Helga Hoffman
Editora Campus

terça-feira, 10 de março de 2009

Menina de 9 anos é a mãe mais jovem no Peru



Do blog Cultura da Vida:
http://culturadavida.blogspot.com/

"Pelos critérios adotados para a justificativa da realização do aborto no caso da criança estuprada em Alagoinhas, esse recém-nascido no Peru poderia ainda agora ser morto, já que segundo o que se prega por aqui, seres humanos gerados frutos de uma tragédia não são portadores de dignidade, não merecem viver, não são detentores de direito algum e ainda estão a margem de qualquer humanidade. Um minuto antes do parto, um minuto depois do parto, desde a concepção, uma única e mesmíssima pessoa já é detentora de sua própria vida e destino."

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Menina estuprada de 9 anos é mãe mais jovem do Peru

LIMA, 2 dez (AFP) - Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos. O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI.

A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la. "Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições", declarou.

A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco. O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país.

Fonte: http://noticias. uol.com.br/ ultnot/afp/ 2006/12/02/ ult34u169397. jhtm

segunda-feira, 9 de março de 2009

Jill Bolte Taylor


"Preciso me dispor a desistir do que sou para me tornar o que serei."

Com esta citação de Einstein a doutora Jill Taylor termina todos os seus e-mails. A cientista viveu na pele a necessidade de se recriar ao ter o hemisfério esquerdo do cérebro inundado por sangue, perdendo a capacidade de andar, falar, analisar e fazer contas. Ao adquirir consciência após o derrame, pensou em se tornar jardineira, já que não se lembrava do conhecimento que a tornara Phd em neuroanatomia.

A dra. Jill Taylor tinha 37 anos na manhã do dia 10 de dezembro de 1996. Eram 7:06 quando sentiu uma forte dor de cabeça por trás do olho esquerdo. Um vaso havia se rompido no cérebro e, em poucos minutos, o centro de julgamento e fonte do eu foi desligado. Surpreendentemente, apesar da dor e do ofuscamento provocado pela luz matinal, a cientista foi invadida por uma sensação de paz, de perda dos limites corporais e união com o universo. Jill mergulhou num estado de nirvana.

"A Cientista que curou seu próprio Cérebro" levou 8 anos para recuperar todas as habilidades perdidas, mas aproveitou para aprender a se manter longe dos sentimentos de raiva, inveja e ressentimento. Você sabia que, em 90 segundos, as substâncias químicas que provocam a raiva desaparecem de seu organismo? Se você escolher não alimentar esse sentimento, poderá se reequilibrar e recuperar a harmonia prontamente. Essa e outras lições preciosas encontramos no livro da dra. Taylor. Recomendo!

"A Cientista que Curou seu próprio Cérebro" - Jill Bolte Taylor
(My stroke of insight: a brain scientist's personal journey) Ediouro - 2008. O livro é dedicado a Gladys Gillman Taylor, mãe de Jill, e a pessoa que a ensinou a andar, falar, ler e escrever novamente.

SINAIS DE AVISO DE DERRAME
problemas de discurso
entorpecimento ou formigamento no corpo
problemas de memória
alteração do equilibrio e coordenação
muita dor de cabeça
problemas de visão
Ligue 193

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