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quarta-feira, 13 de março de 2013

Salve o Papa Francisco I!

O Papa é jesuíta e latino-americano!

Que alegria, temos Papa! O Papa Francisco I inovou, reclinando-se para que o abençoássemos e rezássemos por ele. Jorge Mario Bergoglio, o arcebispo de Buenos Aires, tem 76 anos, é um homem culto, simples, argentino e amigo do padre Hortal, da PUC do Rio de Janeiro. Vamos conhecê-lo melhor, mas já gostamos muito dele. A escolha do nome homenageia os dois São Franciscos, o amado de Assis e o Xavier, co-fundador da Companhia de Jesus e Apóstolo do Oriente.


Cardeais dirigem-se a Capela Sistina
Escolha do Papa da Igreja Católica Apostólica Romana
Impossível não me emocionar com as imagens dos cardais entoando a Ladainha dos Santos, enquanto se dirigem à Capela Sistina, encaminhando-se na direção da cruz no altar, tendo ao fundo as dramáticas pinturas de Michelangelo. Desta vez uma espantada Sophia foi testemunha do jorro de lágrimas incontroláveis. Observei atenciosamente a fila de 115 eleitores fazendo o juramento sobre a Bíblia, para escolher um "candidato" da minha preferência. Mas não foi aí que me decidi, foi hoje cedo, lendo a coluna de Elio Gaspari no Globo.

No momento, Sean O'Malley, americano de origem irlandesa, 67 anos, cardeal da cidade de Boston, é o meu favorito. Um capuchinho simpático que sabe administrar e tem doutorado em literatura portuguesa e espanhola. Gostaria muito que minha escolha coincidisse com a do Espírito Santo, mas, assim que avistar a fumaça branca na chaminé do telhado da capela, esquecerei tudo e estarei pronta para amar o novo sucessor de São Pedro. Abaixo um trecho da coluna do Gaspari:

"Se os cardeais querem um pontífice com MBA, capaz de entrar na Cúria, botar a casa em ordem e estabelecer um clima de tolerância mínima com a pedofilia, os escândalos financeiros e as maracutaias da Cúria, o papa seria o capuchinho Sean O'Malley, de 67 anos. Ele entrou no conclave sem o favoritismo dos cardeais Angelo Scola (arcebispo de Milão) e d. Odilo Scherer, mas sua repentina ascensão à lista dos "papabili" mostra que a possibilidade existiu.

Um papa americano ofende muita gente, mas O'Malley tem origem irlandesa, como d. Odilo Scherer a tem alemã. Além disso, um papa com cara de Papai Noel é outra história. Trata-se de um religioso que pode ser visto nas ruas de Boston, andando com as roupas e as sandálias da ordem. Ele limpou sua arquidiocese, a mais prestigiosa e também uma das mais corruptas dos Estados Unidos. Seu antecessor, o cardeal Law, era um queridinho dos líderes dos movimentos de esquerda, mas vivia como um príncipe, mandava padres pedófilos para psiquiatras em vez de entregá-los à polícia, arruinou as finanças da arquidiocese, foi obrigado a renunciar e vive em Roma. Numa igreja que condena o divórcio, ajeitou a anulação do matrimônio de um filho de Robert Kennedy.

O'Malley é um pastor, foi missionário no Chile, junto aos sem-teto do Caribe e concluiu um doutorado de literatura portuguesa e espanhola. Pacificou seu rebanho, indenizou 111 famílias de vítimas de abusos sexuais e foi o primeiro prelado a baixar uma política de repressão a essas práticas. A Arquidiocese de Boston tornou-se um polo de assistência a imigrantes. Para um trabalhador brasileiro na cidade, é mais negócio procurar ajuda na obra social de O'Malley do que o consulado de seu país." (Elio Gaspari em artigo na Folha de São Paulo)
Sean Patrick O'Malley

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Papa e os Agnósticos

Bento XVI no encontro em Assis

"Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. 

Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito". (palavras de Bento XVI no diálogo inter-religioso em Assis, trecho selecionado por Gabriel Resgala no blog Vivo pela Vida)


segunda-feira, 12 de abril de 2010

O biólogo ativista e o Papa


"Adora Deus em todo tempo e hora da eternidade"

Não sei se foram tristezas ocultas ou as explícitas, que nasceram com a última chuvarada no Rio de Janeiro, mas hoje cedo, ao ler no jornal sobre o biólogo ativista que pretende processar o Papa Bento XVI, comecei a chorar. "Mais isso! - pensei - a luta não acaba." Mesmo sendo a instituição que mais faz caridade no mundo, a Igreja continua sendo a mais perseguida, especialmente na pessoa do atual Papa, por ter exercido a função de zelador da Fé.

Não podendo chutar a canela do odiento cientista inglês, também chamado o "rottweiler de Darwin", resolvi cometer a heresia máxima para donos de amadas bibliotecas: queimar "The God Delusion" depois do almoço, durante o cafezinho. Rumei decidida para a estante de livros de medicina de meu marido ateu, embora admirador de Santo Agostinho. Mas cadê o livro do Dawkins? Viro e reviro, e nada!

Aflita, pois começava a me atrasar para a aula de hidroginástica, penso em desistir, quando meus olhos captam "Deus existe - eu O encontrei", de André Frossard, em tradução de Carlos Lacerda. Veio-me imediatamente a consciência de que Deus existe e há de cuidar de Sua Igreja e Seu representante na Terra. Sorrindo, feliz, com meu coração apaziguado, abraço a obra do socialista ateu, que se converteu aos 20 anos. Não sei a quem pertence, mas agradeço a quem o colocou naquela posição e à providência divina por me fazer encontrá-lo naquele momento.

Logo a seguir descubro, escondido sob o Compêndio de Psiquiatria de Kaplan, o livro do biólogo ativista que abomina a fé. Sempre desconfiei que ateus revoltados de meia-idade eram caso para o divã. Essa biblioteca está encantada! Em vez de queimar Dawkins, vou ler Frossard.

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