terça-feira, 2 de junho de 2009

Felippe Daudt de Oliveira


Felippe D'Oliveira por Candido Portinari (obra encontra-se no MASP)

Seu nome era Felippe Daudt de Oliveira. Nasceu a 23 de agosto de 1890, em Santa Maria da Boca do Monte (RS). Morreu num acidente de automóvel em Auxerre, perto de Paris, a 17 de fevereiro de 1933. Aos 16 anos já escrevia críticas musicais para o "Correio do Povo". Mais tarde farmacêutico, cronista elegante, hábil no remo, natação, exímio esgrimista, esforçado presidente do Clube de Regatas Guanabara. Foi ainda pioneiro da propaganda no laboratório Daudt, bom amigo e tio adorado, pelo carinho e atenções constantes com toda família. Como poeta, autor de "Vida Extinta" e "Lanterna Verde", assinava Felippe D'Oliveira. Seu corpo repousa no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.




"Vida Exterior", escultura de Adriana Janacopoulos

História Leal dos Meus Amores


Eu tive a iniciação para a alegria
num tempo primitivo de paisagem,
em que, num fundo aberto de baía,
da argila das montanhas, emergia
a forma azul de um ídolo selvagem.

Entrei na imensidade dessas águas,
de alma feliz, cantando em tons de trova...
E ao batismo de um sol chispando fráguas
eu jurei esquecer antigas mágoas
numa esperança ideal de vida nova...

in Vida Extinta (1911) -
(2 primeiras estrofes)

2 comentários:

Ivone Costa disse...

Stella

Obrigada pela observação que fez no Ponteiros Parados à fotografia de Felipe D'Oliveira. Era a única que eu conhecia. Quando quis postar aquele poema, Ubi Troia fuit, que conheço há muitos anos e acho magnífico,só encontrei aquela.
Obrigada.

Ivone Costa

Stella Halley disse...

Oi Ivone, fotos de Felipe D'Oliveira são raras mesmo. Essa foi tirada de outro blog. Ontem fotografei um retrato que meu pai tem em casa. Em breve colocarei aqui no "A Sorrir".

Achei Ponteiros Parados muito interessante e virei fã. Um abraço,
stella

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