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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pesquisa Genetica Nega Conceito de Raça

O conceito de raça serve a teorias ideológicas e não tem base científica
Science
Durante séculos a ciência pautou inúmeras teorias baseadas em um critério — a raça. A partir dela, concluía-se que indivíduos teriam maior propensão a determinadas características e comportamentos. Este indicador já deixou o laboratório e foi usado para interpretações sociais e políticas, dando aval, em casos extremos, a regimes escravocratas e a exploração de judeus por arianos no início do século XX. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores reivindica que as classificações raciais finalmente sejam abandonadas no estudo da genética humana, dando lugar a conceitos como ancestralidade e população.

“É hora de os biólogos encontrarem uma maneira melhor”, alertam cientistas das universidades de Drexel e Pensilvânia, ambas nos EUA, e do Museu Americano de História Natural, logo no início de um artigo publicado esta semana na revista “Science”.

Michael Yudell, professor do Departamento de Saúde Pública de Drexel, destaca que, do ponto de vista da genética das populações, “as classificações por raça não têm sentido”. Com a aplicação de métodos biológicos, Yudell e os outros autores do estudo concluem que os grupos raciais comumente definidos não têm características genéticas suficientemente precisas para separá-los.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Compreendendo a Alma Humana

Padre Paulo M. Ramalho
Na filosofia há uma matéria que se chama antropologia filosófica. Antigamente se chamava filosofia do homem. Essa é uma matéria que deveria ser do estudo básico de todas as pessoas, pois ela trata da alma humana e, sem o seu conhecimento, não conseguimos nos entender. Todos nós deveríamos ter alguns conhecimentos, ao menos elementares, de filosofia e de psicologia.

Sucintamente, podemos dizer que a alma humana é formada por três elementos fundamentais: inteligência, vontade e sentimentos.

A inteligência é uma faculdade espiritual da alma que nos leva a conhecer a verdade e o bem.

A vontade é uma faculdade espiritual da alma que nos leva à realização do bem captado pela inteligência.

Os sentimentos são uma faculdade da alma que nos permite ter emoções, paixões e todos os tipos de sensação: tristeza, alegria, saudade, inveja, compaixão, ódio, medo, ânimo, desânimo etc.

Um exemplo pode ilustrar como esses elementos se combinam. Imaginemos que alguém decida montar uma empresa. A inteligência nos mostra que aquilo é um bem. A vontade, por sua vez, é o que nos moverá a criar a empresa. Os sentimentos, por outro lado, são as sensações que nos vêm quando pensamos na realização dessa ação: a sensação de alegria, de vibração, de entusiasmo etc, ou, ao contrário, dependendo da pessoa e das circunstâncias, de temor, de medo, de insegurança etc.

Esquematicamente, dizemos que a alma humana pode ser representada por um triângulo como o que é ilustrado abaixo.
Alguém poderia dizer: mas por que os sentimentos estão representados na parte inferior da alma? Essa pergunta é muito importante. Eles estão representados na parte inferior da alma por dois motivos:

a) porque na vida humana o mais importante é “ver e fazer o bem”

O mais importante não é “sentir desejo” de fazer o bem, mas fazer o bem. O mais importante não é “sentir ânimo” para fazer o bem, mas fazer o bem. Muitas vezes não temos o menor ânimo, o menor desejo de fazer o bem, mas a realização do bem está acima do que sinto ou não sinto. Ex.: a mãe que acorda de madrugada para dar de mamar ao seu bebê muito provavelmente não sente o menor ânimo de realizar essa tarefa, mas dar de mamar ao seu filho é mais importante do que aquilo que ela sente ou não sente.

Obs.: um erro linguístico que costumamos cometer é este: “Não sinto a menor vontade de fazer algo”. Propriamente falando, a vontade não é sentida, mas sim os sentimentos. Portanto, o certo seria dizer: “Não sinto o menor ânimo para fazer algo”.

b) nem sempre o que nós sentimos é certo

Ex.: sentir desejo de matar alguém, sentir desejo de comer mais um pedaço de pizza quando não nos convém, apaixonar-se por alguém que está casado etc.

Portanto, não podemos dar muita importância aos sentimentos. Existem pessoas que pensam que o que sentem é o mais importante, e isso é um erro. Também há pessoas que enxergam a realidade de acordo com o que estão sentindo, e isso é muito perigoso. Não podemos pensar com os sentimentos nem nos pautar por eles, porque são só uma ajuda para a realização do bem.

Por fim, uma pessoa equilibrada é aquela cujas faculdades da alma estão na posição indicada acima. Uma pessoa equilibrada é aquela que nem pensa de mais nem pensa de menos, nem atua de mais nem atua de menos. É aquela cujos sentimentos nem estão em ebulição nem estão no fundo do poço. Uma pessoa equilibrada, por fim, é a que procura fazer o bem e educa os sentimentos para que estejam de acordo com a realização do bem.

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce; Capelão do IICS (Instituto Internacional de Ciências Sociais). Atende direção espiritual na Igreja de São Gabriel, em São Paulo.
Contatos: e-mail falar.paulo@gmail.com - site: Fé com Virtudes

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Não existe raça entre humanos




As gêmeas inglesas, Kian e Remee, e o gêmeos Kaydon e Laydon Richardson, são a melhor prova de que não há raças no que se refere a seres humanos. Serão os irmãos de etnias diferentes? Fica complicado...

Já sabemos que o cientista James Watson, que se achava totalmente "branco", tem mais de 16% de gens africanos, enquanto o Neguinho da Beija-Flor tem 67,1 % de gens europeus. Deveríamos chamá-lo de Branquinho da Beija-Flor... Brincadeiras à parte, será um alívio quando a cor da nossa pele seja considerada tão irrelevante quanto o formato de nossas unhas.

E se a vida humana começou na África, somos todos africanos!

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