quinta-feira, 2 de maio de 2013

Europa proíbe pesticidas nocivos às abelhas

Bernie, a abelha que entregou a petição em Bruxelas
Europa vetou agrotóxicos que matam abelhas! 
Grandes empresas como a Bayer (Alemanha) e a Syngenta (Suiça) defenderam o uso de neonicotinóides,  mas a mobilização popular, através de e-mails, telefonemas e uma petição com 2 milhões e 600 mil assinaturas recolhidas pela Avaaz, reforçou o apelo dos apicultores. 

Em janeiro de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos descobriu três pesticidas que colocavam as abelhas em risco. As abelhas polinizam 2/3 dos nossos alimentos e estes pesticidas afetam seus neurotransmissores, impedindo-as de encontrar a colmeia. Desorientadas, elas se perdem e morrem. A proibição do uso de neonicotinóides aplica-se a todas as culturas, exceto cereais de Inverno e plantas não atraentes para as abelhas, tais como a beterraba açucareira. 

A luta não terminou, pois essa medida é temporária e a Comissão Europeia pode revê-la em 2 anos. Substâncias danosas aos insetos polinizadores continuam a ser utilizadas na Europa, no Brasil e no resto do mundo.

Nossas abelhas nativas não tem ferrão (meliponineos), são cerca de 300 espécies, responsáveis pela polinização da maioria de espécies vegetais. Algumas são verdes, como na linda foto de Rick Ipanema. Já encontrei UMA no Jardim Botânico. Quem quiser saber mais sobre essas belezuras, pode ler aqui o trabalho do professor Breno Magalhães Freitas, da Universidade do Ceará.


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