sexta-feira, 18 de março de 2011

Dengue no Rio



A NOTIFICAÇÃO DE CASOS SUSPEITOS DEVE SER FEITA AO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA.
Definição de Caso:
1- Caso Suspeito de Dengue Clássico (D.C):
Todo paciente que apresente doença febril aguda com duração máxima de 7 dias, acompanhada de pelo menos de dois dos seguintes sintomas:
- cefaléia
- dor retro-orbitária
- mialgia
- artralgia
- prostração
- exantema

2 - Caso Confirmado de Dengue Clássico :
Definição acima com confirmação laboratorial através de isolamento do vírus ou da sorologia positiva.
As crianças costumam apresentar quadro clínico menos florido que dos adultos sendo por vezes classificados de “virose exantemática”ou sómente de “virose”, quando não acompanhado de exantema. Frequentemente o diagnóstico é dado pelo fato de morarem com adultos que estão apresentando quadro de dengue.
3 - Caso Suspeito de Febre Hemorrágica do Dengue (F.H.D.):
Todo caso que apresente o mesmo quadro descrito acima (Dengue Clássico) acompanhado de manifestações hemorrágicas espontâneas como petéquias, gengivorragia, melena, hematêmese ou outras, e não espontânea que é a positividade da prova do laço*.
Para todo paciente que apresentar o quadro descrito deverão ser solicitadas pelo menos 2 verificações de hematócrito e contagem de plaquetas em dias seguidos.
Prova do Laço - Verificar a pressão arterial, calcular a média entre as pressões máxima e mínima. Inflar o manguito até a pressão média, deixar por 5 minutos, retirar o manguito e verificar a presença de petéquias na dobra do cotovelo. O teste é considerado positivo quando surgem 20 ou mais petéquias por polpa digital.
Este teste só tem sentido se realizado no contexto da consulta médica e se o paciente não tem nenhuma hemorragia espontânea; sua finalidade é identificar se o paciente apresenta potencialidade para desenvolver forma grave da doença.
O teste positivo não é patognomônico de dengue nem de forma grave da doença e, tão pouco, um resultado negativo significa que o paciente não possa evoluir para forma grave .
4 - Caso Confirmado de Febre Hemorrágica do Dengue:
Quadro clínico descrito no item 1 acompanhado de tendências hemorrágicas, evidenciadas por prova do laço positiva ou hemorragia espontânea, descrita no item 3, e trombocitopenia menor ou igual a 100.000/mm3, incremento do hematócrito basal em 20%** sobre a média por idade, sexo e população ou queda em 20% após o tratamento e confirmação laboratorial através de isolamento viral ou sorologia positiva.
** para efeito prático, Hto> ou = 45% no homem, Hto > ou = 40% na mulher e Hto > ou =38% na criança.
Classificação da Febre Hemorrágica do Dengue:
a) Grau I - febre acompanhada de sintomas inespecíficos sem manifestações hemorrágicas espontâneas.
b) Grau II - febre acompanhada de sintomas inespecíficos com manifestações hemorrágicas espontâneas.
c) Grau III - febre acompanhada de sintomas inespecíficos com manifestações hemorrágicas espontâneas e colapso circulatório (hipotensão, taquicardia).
d) Grau IV - choque.

5 - Caso de Síndrome do Choque do Dengue:
Situação descrita no item 4, com evidências de choque***.
*** O choque no dengue é do tipo hipovolêmico, e acontece por um aumento da permeabilidade dos vasos levando a uma perda dramática para o terceiro espaço.

Importante lembrar que a apresentação clínica do dengue é dinâmica, podendo o paciente evoluir para gravidade rapidamente, embora a instalação da SINDROME DE CHOQUE seja mais freqüente entre o 3º e 5º dia de evolução da doença, período em que a febre desaparece, frequentemente confundida com melhora do quadro e se acompanhe de aparecimento de sinais e sintomas de alerta:

1- DOR ABDOMINAL INTENSA E CONTINUA*
2- SANGRAMENTO IMPORTANTE (ATENÇÃO AO APARECIMENTO DE HEMATÊMESE)
3- HEPATOMEGALIA DOLOROSA
4- HIPOTENSÃO POSTURAL*
5- HIPOTENSÃO ARTERIAL*
6- PA CONVERGENTE
7- EXTREMIDADES FRIAS
8- CIANOSE
9- DIMINUIÇÃO DA DIURESE
10- AGITAÇÃO
11- LETARGIA
12- PULSO RÁPIDO E FINO
13- DIMINUIÇÃO REPENTINA DA TEMPERATURA CORPÓREA ASSOCIADA A SUDORESE PROFUNDA, TAQUICARDIA, LIPOTÍNIA E AUMENTO REPENTINO DO VALOR DO HEMATÓCRITO
14- VÔMITOS PERSISTENTES*
*frequentemente observados entre os casos que evoluiram para óbito.

Obs: É importante instruir, tanto o paciente como sua família sobre a possibilidade de aparecimento dos sinais de alerta e da nescessidade de se buscar imediatamente atendimento médico hopitalar de emergência.

Recomenda-se que os casos de dengue hemorrágico ou aqueles que, mesmo não classificados como tal, estejam evoluindo de forma não favorável que sejam examinados diariamente, sempre se pesquisando sinais de alerta.

Mais detalhe, na pagina do Hospital Miguel Couto, RJ.

Os serviços de segurança podem ser muito eficientes na proteção da família Obama, mas, contra o aedes aegypti, só pedindo socorro ao Cristo Redentor!

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