domingo, 18 de abril de 2010

Beija-Flores - Anna Prum



A diretora Anna Prum usou a última tecnologia em vídeo para captar imagens impressionantes de beija-flores de diversos países, durante 18 meses. Esses magníficos atletas aéreos batem as asas 200 vezes por segundo, ficam suspensos no ar, voam de ré e até de cabeça para baixo. Seu metabolismo acelerado leva-os a consumir mais da metade do seu peso em néctar, a cada dia. Mesmo assim, correm o risco de morrer de fome enquanto dormem. Para sobreviver à noite, ajustam seu termostato, diminuindo a temperatura do corpo pela metade e reduzindo as batidas do coração de 600 para 36 batidas por minuto.

Por causa de sua extrema velocidade, fica impossível ao olho humano perceber os movimentos do beija-flor. Para contornar essa limitação, a equipe de Anna Prum usou câmeras Phantom de alta definição, que captam 500 imagens por segundo. O filme "Hummingbirds: Magic in the Air" foi exibido na TV americana em 10 de janeiro de 2010. Espero que saia em dvd por aqui! (dica do professor João Quental, professor e fotógrafo responsável pelos registros da floração no Jardim Botânico do RJ, em seu blog do Multiply)

o raríssimo spatuletail (Loddigesia mirabilis)
fotografado por Roger Ahlman

Para acompanhar uma filmagem de 2:30 do "Loddigesia mirabilis" exibindo-se para a fêmea, direto da floresta peruana, é só aguentar 20 segundos de comercial na BBC, depois de clicar aqui.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O biólogo ativista e o Papa


"Adora Deus em todo tempo e hora da eternidade"

Não sei se foram tristezas ocultas ou as explícitas, que nasceram com a última chuvarada no Rio de Janeiro, mas hoje cedo, ao ler no jornal sobre o biólogo ativista que pretende processar o Papa Bento XVI, comecei a chorar. "Mais isso! - pensei - a luta não acaba." Mesmo sendo a instituição que mais faz caridade no mundo, a Igreja continua sendo a mais perseguida, especialmente na pessoa do atual Papa, por ter exercido a função de zelador da Fé.

Não podendo chutar a canela do odiento cientista inglês, também chamado o "rottweiler de Darwin", resolvi cometer a heresia máxima para donos de amadas bibliotecas: queimar "The God Delusion" depois do almoço, durante o cafezinho. Rumei decidida para a estante de livros de medicina de meu marido ateu, embora admirador de Santo Agostinho. Mas cadê o livro do Dawkins? Viro e reviro, e nada!

Aflita, pois começava a me atrasar para a aula de hidroginástica, penso em desistir, quando meus olhos captam "Deus existe - eu O encontrei", de André Frossard, em tradução de Carlos Lacerda. Veio-me imediatamente a consciência de que Deus existe e há de cuidar de Sua Igreja e Seu representante na Terra. Sorrindo, feliz, com meu coração apaziguado, abraço a obra do socialista ateu, que se converteu aos 20 anos. Não sei a quem pertence, mas agradeço a quem o colocou naquela posição e à providência divina por me fazer encontrá-lo naquele momento.

Logo a seguir descubro, escondido sob o Compêndio de Psiquiatria de Kaplan, o livro do biólogo ativista que abomina a fé. Sempre desconfiei que ateus revoltados de meia-idade eram caso para o divã. Essa biblioteca está encantada! Em vez de queimar Dawkins, vou ler Frossard.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Transferido filme da Pastoral Vocacional

De By Star Filmes

Devido ao mau tempo, o Centro de Pastoral Vocacional da Arquidiocese do Rio de Janeiro transferiu a exibição do filme "Canção de Bernadette" para o dia 13 de maio.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Chuvas de Abril em Laranjeiras


Rua das Laranjeiras às 7:29 (06/04/2010)

O prefeito Eduardo Paes avaliou o preparo da cidade para a chuva como inferior a zero. Quase concordo. Graças à Comlurb, a calçada da nossa esquina ficou acima das águas desta vez. Os garis estão sempre limpando os bueiros.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Sudário de Turim


Hoje,o canal Discovery Science (85, no RJ) mostrará o documentário "O Mistério do Santo Sudário", às 13:50 e 18:35. Contem as mais atualizadas descobertas da ciência sobre a relíquia de Turim. Abaixo alguns destaques de artigo de Nelson Barreto sobre o sudário no site Lepanto:

"A Igreja nunca estabeleceu um padrão para a figura de Cristo. A tradição e a piedade cristã foram imaginando e retratando a figura divina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Uma figura que contivesse a grandeza, a bondade, a misericórdia, a sabedoria, a justiça, a prudência, a temperança, a fortaleza e todos as virtudes reunidas. A imaginação e a habilidade dos artistas acabaram conseguindo um certo padrão para a figura de Cristo.

No final do século XIX, o advogado italiano Secondo Pia, com sua imensa máquina fotográfica que mais parecia uma geladeira, quis registrar o casamento da princesa filha do duque de Saboya, em Turim. Aproveitou a ocasião para tirar uma fotografia da relíquia da família, um imenso lençol de 4,36 m de comprimento, 1,10 m de largura, que se venerava como sendo a mortalha que envolvera o corpo de Cristo no sepulcro.

O milagre reservado ao século XX

Aqui começa o "milagre" da fotografia: no negativo apareceu o retrato de Cristo. O corpo inteiro frontal e de costas, com as marcas da flagelação e da crucificação. A figura de Cristo está invertida no pano. Ela está em negativo, de maneira que no negativo apareceu o positivo. O que era branco apareceu escuro.

A partir dessa fotografia, as discussões se multiplicaram. Atraiu o estudo de cientistas céticos e religiosos. Estudaram o tipo de impressão, o tecido, as marcas de sangue e até o pólen das flores do Oriente que estavam depositados entre as fibras do tecido.

O mais curioso é que a figura que aparece no negativo da foto do Sudário corresponde à figura de Cristo elaborada pelos artistas durante os 1800 anos de Cristianismo. No século de adoração da ciência, Nosso Senhor se faz conhecer através das novas tecnologias. (...)


Médico demonstra: é Cristo crucificado.

O primeiro estudo sobre o Sudário que se tornou público foi a análise médico-científica feita pelo dr. Pierre Barbet, em 1932. As conclusões, descritas no livro A paixão de Cristo segundo o cirurgião, foram impressionantes:

- na face havia sinais de contusões, o nariz estava fraturado na cartilagem descolado do osso;

- no corpo foram contados 120 sinais de golpes de açoite, produzidos por dois flageladores, um de cada lado da vítima.

- o flagelo utilizado foi o que se usava no Império Romano, composto de duas ou três correias de couro, terminando em pequenos ossos de pontas agudas, ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades.

- duas chagas marcavam o ombro direito e o omoplata esquerdo;

- o peito muito saliente denotava a terrível asfixia suportada durante a agonia;

- os pulsos apareciam perfurados, tendo o prego perfurante secionado em parte o nervo mediano, fazendo contrair o polegar para dentro da palma da mão;

- pela a curvatura das pernas e as perfurações nos pés, tem-se a nítida impressão de que o esquerdo foi sobreposto ao direito e presos ao madeiro por um único prego;

- os dois joelhos estavam chagados;

- havia um sinal de sangramento, produzido por uma grande ferida, no lado direito do tórax;

- por fim, havia 50 perfurações na fronte, cabeça e nuca, compatíveis com uma coroação de espinhos...

Não havia mais dúvidas!

Era uma constatação científica, totalmente coerente com a descrição evangélica da Paixão de Nosso Jesus Cristo. Tratava-se realmente do Santo Sudário que envolvera o corpo do Redentor, quando este foi descido da cruz para ser sepultado. (...)

Como São Tomé, a ciência "toca a mão na chaga" para crer

Os céticos, ateus e materialistas não podiam concordar. Não teriam sido aqueles sinais sobre o pano pintado por algum hábil falsificador para que os homens acreditassem tratar-se de Jesus Cristo?

Nos Estados Unidos se formou um grupo de investigação científica que, em 1978, foi até Turim com 40 toneladas de aparelhagem. Os cientistas realizaram uma série de exames num total de 140.000 horas. Dentre os vários testes aplicados, cumpre destacar fotos e microscopia eletrônica, raio-X, espectroscopia, fluorescência ultravioleta, termografia e análises químicas.

Os resultados dos exames laboratoriais demonstraram que o desenho que aparecia no pano não poderia ter sido feito por mãos humanas.

Até agora não foi explicada a formação da imagem no Sudário. Não se trata de pintura nem da compressão do tecido sobre o corpo de um cadáver. A hipótese mais provável levantada por alguns cientistas sugere que ela foi produzida, numa fração de segundos, semelhante a um clarão de uma explosão nuclear como a ocorrida com o clarão da bomba de Hiroshima que imprimiu a imagem de uma válvula na parede de um tanque de gás.

As manchas de sangue que marcam o tecido estão gravadas em positivo ao contrário do restante da imagem que está em negativo. Trata-se realmente de sangue humano, de tipo sanguíneo AB (exatamente o mesmo encontrado no famoso milagre de Lanciano, na Itália.)

O criminologista e botânico suíço, Max Frei, identificou células de pólen de 49 plantas diferentes presentes no tecido. Elas são originárias da Palestina, da Turquia e da Europa, exatamente, as regiões percorridas pelo Santo Sudário.

Foram verificados dois objetos circulares colocados sobre os olhos. Trata-se de duas moedas: a primeira, o dilepto lituus, produzido na Palestina no governo de Pôncio Pilatos entre os anos 29 e 32 d.C. A segunda moeda identificada foi cunhada por Pilatos em homenagem a Júlia, mãe do imperador romano Tibério, em 29 d.C. Colocar moedas sobre os olhos do morto, para manter as pálpebras fechadas, fazia parte dos ritos funerário judaicos da época de Jesus. Elas também confirmam as datas dos Evangelhos: “Era o ano décimo quinto do reinado do Imperador Tibério César, Pôncio Pilatos era governador da Judéia” (Lc. 3, 1) (...)

O controvertido teste do carbono 14

Em outubro de 1988, a equipe de Oxford, em conferência no British Museum, declarou que a análise do carbono 14 indicava que o tecido era de origem medieval, tendo sido produzido entre os anos 1260 e 1390.

O espanto foi geral, pois a ciência parecia entrar em contradição com tudo o que ficara demonstrado anteriormente. O Sudário já havia passado por milhares de testes. De todos os experimentos, somente o do carbono 14 contestou a autenticidade da peça.

Todavia, a idéia de falsificação está agora descartada. O cientista russo Dimitri Kouznetsov provou que os dados do carbono 14 estavam errados, em conseqüência do incêndio a que o Santo Sudário esteve exposto em 1532. Na mesma linha, Harry Gove, o principal responsável pela datação do Sudário como tecido medieval, admitiu que a contaminação que o pano sofreu ao longo dos séculos podia ter falseado os resultados.

Dr. Leôncio Garça-Valdez, professor de microbiologia, da Universidade do Texas, demonstrou que existem determinados tipos de bactérias que produzem um revestimento bioplástico sobre artefatos antigos que distorce o processo de datação pelo carbono.

O próprio Michael Tite, coordenador dos testes científicos e diretor do Museu Britânico, reconheceu em carta dirigida professor Lugi Gonella, consultor técnico do Arcebispado de Turim, que o carbono 14 não oferece prova alguma a favor de sua tese e confessa que "houve intenção deliberada de enganar o público".

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