segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Fetos Anencéfalos




"Hoje (16/9/08) pela manhã estive no STF e acompanhei a última das Audiências Públicas marcadas em função da ADPF 54, sobre a liberação de aborto de fetos anencefálicos. Fui assistir aos expositores imparcialmente, sem qualquer pré-julgamento ou opinião formada sobre o assunto. Ouvi médicos especialistas e mães que viveram o problema para, ao final, sair convicta de que o Estado não deve legalizar qualquer forma de aborto. Algumas coisas me chocaram profundamente, me fazendo pensar que os conceitos de vida e de direitos se relativizaram com o tempo. A liberação do que agora chamam de 'antecipação do parto', parece incentivar decisões que, culturalmente, darão proteção legal à exclusão da sociedade e do direito à vida de todo aquele que for deficiente ou não adequado aos padrões de normalidade.

A professora Eleonora Menecucci de Oliveira, ao sustentar seu ponto de vista, alegou que é tamanho o fardo e o sofrimento de uma mãe que, esperando um filho sadio, e depois de criar expectativas quanto àquela criança, descobre que esta nascerá anencefálica. Não se nega o sofrimento, que por certo existirá. Contudo uma mãe não é responsável somente pelos filhos que lhe amam ou que lhe são capazes de entender. Ela é responsável pela criança que gera e ponto. Toda mãe gera expectativas quanto à criança que espera, mas não há nada que impeça que as mais numerosas diversidades recaiam sobre um filho gerado. Por mais que uma mãe deseje ver seu filho com saúde, este poderá vir privado de visão, com Síndrome de Down, autista... nem por isso a gestante tem o direito de interromper sua gravidez, ainda que o filho esperado não corresponda às expectativas...

A anencefalia não deixa de ser uma deficiência com a qual a mãe deverá aprender a lidar, seja qual for a conseqüência. Lá ouvi dois depoimentos impressionantes. O primeiro foi de uma mãe que, convencida pelos médicos a fazer a dita 'antecipação do parto', no momento fatídico, viu a criança chorar e se mexer. Em seu depoimento, ela diz que até hoje pensa no que permitiu que fizessem com a criança e convive com o fardo, este sim insuperável, de não ter feito tudo o que poderia fazer. Foi difícil ouvir desta mãe: 'Quantos eu te amo eu poderia ter dito a ela, ainda que tivesse uma única hora de vida?'. Lá também estava Mônica Torres, mãe de Giovana, que viveu por pouco mais de 6 horas. Ela disse em entrevista, bem ao meu lado, tranqüila, que sua filha foi esperada e amada por ela e o marido, e que viveu a maternidade até o último momento. Giovana respirava sozinha, chorava e até reclamou da touquinha que a incomodou. Nasceu com os pés iguais aos do pai e emocionou todos que a viram viver, ainda que por tão pouco tempo.

Sim, a mulher tem direito a decidir sobre seu corpo, mas não sobre quem está dentro dele. Se por um lado a mulher tem o direito de viver plenamente a maternidade e de ter controle sobre sua reprodução (como se foi dito repetidamente), por outro, a mulher tem o dever de arcar com as conseqüências de uma gravidez que, se não planejou, deixou acontecer. É mais simples ceifar o problema se este não corresponde às expectativas. Difícil é fazer o certo."
Natáli Nunes - advogada.
(lido no Blog "Cultura da Vida")

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sonho em Angra dos Reis



Estar em Angra dos Reis, na Praia de Leste, é estar próximo ao Paraíso na terra. A natureza é linda, há calma, a areia é branca, fina e dorme-se embalado pelas ondas do mar. É o cenário perfeito para ilustrar a música dos sonhos da Cinderella.

Em sonhos a vida passa,

ao céu o sonho nos conduz.
A dor é nuvem que esvoaça,
em dia sereno de luz.
Por isso hei de viver cantando,
cantando sempre sem parar.
Pois eu bem sei que um certo dia,
de sol e de alegria,
meu sonho irá se realizar

A dream is a wish your heart makes
When you're fast asleep
In dreams you lose your heartaches
Whatever you wish for, you keep
Have faith in your dreams and someday
Your rainbow will come smiling thru
No matter how your heart is grieving
If you keep on believing
the dream that you wish will come true

(letra de "A Dream is A Wish Your Heart Makes" do filme Cinderella, de Walt Disney)

Primavera no JB


Começou a primavera no parque, devidamente comemorada com uma exposição e venda de orquídeas. O dia estava lindo e as filas para o estacionamento longas.

Mas a beleza compensou, de sobra.

Uma aparição inesperada animou nosso passeio pós-aula.

Uma preguiça também resolveu aproveitar o lindo dia e foi passear pelo jardim, atraindo a atenção de muita gente. Nestas fotos ela aparece depois de ter sido recolocada na árvore pelo guarda. Nossa turma de fotografia aproveitando para as fotos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Aula no Jardim Botânico


Jardim Botânico, RJ

A aula do dia 6/9/2008 tratou de fotografia MACRO. Em poucas palavras, aproximar a câmera do objeto a ser fotografado, em vez de usar o zoom. Aula divertida para quem tem máquinas despretensiosas. Contudo o vento não estava do nosso lado e insistia em sacudir galhos e flores. Com ajuda amiga, conseguimos tirar algumas fotos. Daí os dedos em foco.



flor de "ora pro nobis", planta muito apreciada na panela e prato dos mineiros. Foto possível graças ao apoio do professor J Guilherme Quental!




hora da água

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

12 Congresso Nacional da Pastoral Familiar



Sob a coordenação de Dom Antonio Augusto Dias Duarte, a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu mais de 1000 pessoas para o 12º Congresso Nacional da Pastoral Familiar. Vindas de todo o Brasil, encontraram-se, no teatro da UERJ. Bispos, padres, casais e religiosos trocaram experiências, ouviram testemunhos emocionantes e palestras informativas sobre o tema do Congresso: "A família é o berço da vida e de toda vocação". A organização cuidadosa, o ambiente alegre e a acolhida simpática dos funcionários da universidade contribuíram para o sucesso do encontro.

Dom Antonio Augusto

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