segunda-feira, 12 de maio de 2008

A Maternidade Embeleza



A Maternidade Embeleza

Ouvi de um amigo essa frase, alguns anos atrás, quando me viu grávida pela 4ª vez. Devia saber do que falava, pois era pai dedicado de 9 filhos, todos da mesma mulher. Ele já não se encontra entre nós, mas sua esposa segue sendo a ativa matriarca de numerosa e alegre família. O belo escrito abaixo recebi de uma outra boa amiga e traduzi para nós.

“Quando nos encontramos próximos à celebração do Dia das Mães, com freqüência me vem à cabeça umas palavras que São Josemaria Escrivá, Fundador do Opus Dei, costumava repetir quando alguma mãe de família numerosa se dirigia a ele nos encontros que manteve na Espanha e América Latina até o final de sua vida. Antes de responder-lhe, recordava com graça a todos os presentes o dito “a maternidade embeleza”. Essa realidade que comporta a maternidade contrasta hoje com a abundância de tantos centros de estética. A proliferação de estabelecimentos é sinal de que existe uma crescente valorização da imagem.

A mãe tem algo de especial. Algo que lhe confere uma beleza peculiar e única. Não se trata apenas de uma questão hormonal ou física. Trata-se de algo mais profundo. A relação que se estabelece entre a mãe e seus filhos a transforma, e essa mudança, que é interior e transcende para fora, a embeleza.

Não é difícil ver que as mães têm um papel insubstituível na vida de seus filhos. Escrevia o dr. Nagai, médico japonês que trabalhou muito tempo em um orfanato, que “nossa infância é feliz porque podemos chorar. Sabemos que, se choramos, nossa mãe virá e nos consolará. Uma pessoa adulta não pode chorar aos gritos, só uma criança que tem mãe pode faze-lo”. Havia observado que, se um órfão chora, os outros riem dele. Então, ele aprende, à força, a astúcia de conter as lágrimas. Provavelmente não há pior mal para uma pessoa do que sentir-se só e pouco compreendido.

Além de consolar os filhos, a mãe também lhes oferece algo impagável: um sorriso sincero. Trabalhar ou conviver com uma pessoa que sorri habitualmente tem influência sobre nós, que se aprecia quando essa pessoa se ausenta. Assim, quem quer que tenha visto uma mãe brincar e divertir-se com seus filhos, terá um desejo compreensível de parecer-se com ela. Os olhos da mãe revelam que algo se acendeu por dentro. Esse sorriso é tão mais precioso quanto mais dependente é o filho. É o caso de um bebê ou de um filho que sofre uma deficiência.

O que acontece com uma mulher quando corresponde ao dom da maternidade? Acontece o que de mais importante pode ocorrer com uma pessoa: aprende a querer com toda sua interioridade. Uma mãe vive para seu filho. Quase seria preciso dizer que se “desvive” por ele. Haverá dias luminosos e outros dias nublados, inclusive com tormentas. Poderá haver facilidade econômica ou momentos de cortes orçamentários na casa. Mas toda mãe sabe que é capaz de sorrir e de consolar seu filho, ainda que as circunstâncias não acompanhem ou se encontre acabada por dentro. Eleva-se acima de suas capacidades a fim de ajudar aos filhos. A partir daí, o bem dos filhos é fonte de alegria para a mãe.

Hoje, mais do que nunca, esta relação pode parecer-nos difícil ou utópica. Os valores atuais apontam em outra direção. Estamos acostumados a medir a eficácia de nossas ações em função de nosso interesse ou em termos econômicos. Talvez por isso a maternidade pareça a muitos uma carga incompreensível. De certo modo têm razão, porque a maternidade é um mistério. A uma mãe confiou-se algo único: cada filho é irrepetível e portador de uma esperança. O vínculo que se forma lança aos pais, e sobretudo a mãe, numa aventura diária com seu filho. E num mundo como o nosso, que busca segurança e teme comprometer-se, a mãe generosa goza de um atrativo pois assumiu o risco de uma autêntica façanha: a entrega abnegada pelo bem do outro.

A relação de uma mãe com seus filhos chega muito fundo. Romano Guardini refletiu sobre este mistério: “Como ama a mãe a seu filho? Como nasce esse amor? A mãe ama já, por sua disponibilidade para concebê-lo; aquele que não existe, mas se formará um dia com seu próprio sangue. Mais tarde, sente agitar-se dentro de si algo vivente, e seu amor cresce, à medida em que se desenvolve esse corpo distinto do seu. E a mãe tem consciência desse amor e crê no sentido e cumprimento da existência desse filho. Quando nasce, e o mira em seus braços, seus olhos se tornam capazes de uma clarividência profunda, pois seu coração fez já um grande aprendizado na escola da paciência e do amor”.

A maternidade embeleza porque enriquece o coração. O que torna grande uma pessoa não é seu salário ou o poder que acumulou, mas sua capacidade de amar. O amor de uma mãe por seu filho pouco terá de romântico e muito de sacrificado e desinteressado. O amor autêntico leva a entregar-se e desviver-se pelo bem do outro. Toda mãe o sabe. E todos – já que todos somos filhos – as admiramos.”

Esse texto me lembrou minha bisavó materna. Yayá teve 11 filhos e perdeu um, ainda pequenino. Sua dor foi tão grande como se fôra único, e ela pediu a Deus que não lhe levasse outro, enquanto vivesse. Seus filhos lutaram em revoluções, foram feridos, emboscados, tiveram acidentes de carro, um deles sofreu um enfarte; mais tarde foi assaltado e levou um tiro no coração. A bala alojou-se no local do enfarte e ele sobreviveu, como os irmãos. A piedosa mãe faleceu aos 94, cercada pelo carinho de todos os seus filhos e filhas.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sociedade Protetora dos Nascituros



Pois é, quem há de proteger os humanos não-nascidos?

Este quadrinho foi publicado no blog "Cultura da Vida".
Se você quer defender o futuro de nossa espécie, precisa conhecê-lo.
http://culturadavida.blogspot.com/

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